segunda-feira, 10 de agosto de 2020

A BANCA DO DISTINTO

Billy Blanco é autor de um verdadeiro manifesto contra o preconceito, o orgulho, a soberba e a vaidade. Trata de “A banca do distinto”, uma bem humorada crítica àqueles que se acham superiores por sua condição econômica, cor ou mesmo origem social. No final da canção o grande compositor alerta que a morte, inexorável, se encarrega de deixar o preconceituoso, querendo ou não, igual a todos.

A mensagem ainda é muito atual e como tantas outras músicas de Billy Blanco, logo se tornou um clássico e foi gravado por muita gente: Elis Regina, Marília Medalha, Wanderléa, Dóris Monteiro, Dolores Duran e Leila Pinheiro 

 E lembre-se: “a vaidade é assim, põe o bobo no alto, e retira a escada…”, portanto, acabe essa banca, doutor!  Ouça e conheça a historia completa na página MEMÓRIA MUSICAL

domingo, 9 de agosto de 2020

EM NOME DA CIÊNCIA

 O comportamento antiético e imoral sempre contaminou o ambiente científico, ontem hoje e sempre. A física, a biologia, medicina, zoologia, imunologia, antropologia, genética, nutrição, engenharia. Queiram ou não, todos esses campos convivem com descobertas que podem ser encaradas como ilegais, desumanas ou no mínimo antiéticas.

E quando esses dados têm valor ou grande utilidade para salvar vidas? O que fazer? Avanços tecnológicos durante o domínio nazista, foram amplamente aproveitados  no após guerra., é o caso de aglomerados de madeira, formas de borracha sintética e o refrigerante Fanta.

- “Eu não queria ter de usar os dados nazistas. Mas, não existem outras opções, nem existirão jamais num mundo ético” – essa afirmação do médico John Hayward da Universidade canadense de Victória.Leia na página Periscópio.

Por que o número 7 é tão presente no cotidiano? Desde a Antiguidade, a partir da observação da natureza, muitos significados foram atribuídos aos números. De acordo com o que viam, os estudiosos relacionavam os números a eventos, datas e conceitos religiosos. O número sete era considerado sagrado, já que supostamente representava a quantidade de planetas presentes no céu. Os pitagóricos, por exemplo, consideravam-no a imagem e modelo da ordem divina e harmonia. Por conta disso, foram incontáveis as concepções sociais e religiosas que se formaram diante dele: são sete os dias da semana, os pecados capitais e as notas musicais, entre outros.  Leia mais em “Curiosidades”.


No FOLCLORE POLÍTICO E SOCIAL outras memoráveis de Ernesto:

SEU ERNESTO NO HOSPITAL

Seu Ernesto adoeceu e foi levado a uma Policlínica, onde ficou internado na companhia da esposa e de um filho menor. Tinha pavor de injeção. Quando a enfermeira se aproximava, para aplicar-lhe, ele dizia:

— Aplique no colchão da cama, na minha bunda ninguém fura não.

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

FIQUE AO MEU LADO

 

FIQUE AO MEU LADO

Por que não começar o dia com a linguagem universal e sublime dessa mensagem musical? Veja as imagens e o talento desses artistas. Não importa onde estejam, eles estão ao seu lado. Feche os olhos e sinta!

 “Não importa quem você é, não importa onde você vá, na vida, 

em algum momento você irá precisar de alguém, para ficar do seu lado."

Oh yeah, oh minha querida, fique do meu lado

Não importa quem você é

Não importa onde você vá, na vida

Você irá precisar de alguém, para ficar do seu lado

Não importa quanto dinheiro você tenha

Ou os amigos que tenha

Você irá precisar de alguém, para ficar do seu lado

 


Qual é a origem da foto em que Albert Einstein está mostrando a língua?

Muitas são as versões sobre a foto. A mais plausível – e que consta, inclusive, no site com os arquivos do físico, desenvolvido pela Universidade de Jerusalém – é a de que ela foi tirada em 14 de março de 1951, no seu 72º aniversário. Não se sabe quem é o fotógrafo mas ele trabalhava para a agência United Press International (UPI). Ao pedir ao físico que esboçasse um sorriso, este, em resposta, mostrou a língua. Outras em Curiosidades

histórias de Myriam Gurgel

A escritora e poetisa Myriam Gurgel Maia, no seu livro Boca no Trombone narra “causos” engraçados envolvendo familiares, amigos e agregados das plagas sertanejas de Catolé do Rocha e adjacências.

Vejamos alguns deles conforme sua narrativa:

Alergia 

“Beatriz é minha cozinheira. Uma pessoa maravilhosa, cozinha bem, limpa, honesta e, por cima de tudo, tratável, meiga e bondosa.

Eu tenho uma tosse alérgica que não tem fim. Tem dia que tô pra não viver, um horror! Ela faz chá pra mim de toda qualidade: malva, mastruço, ipecacuanha, etc..

Cheguei do trabalho morrendo de tossir. E ela:

— Eita, tá ruim, hein, bichinha?

— Tô, Beata.

— Eu trouxe um remédio muito bom pra senhora.

— O que  é?

— É folha de abacateiro.

Estranhei:

— E é bom pra tosse?

— Pra tosse mesmo, né não. É bom pra arroxar as urinas. A senhora pode tossir à vontade e não se mija nada.”  Outras na página do Folclore Político e Social.


O QUE FOI A OPERAÇÃO PAPER CLIP?

Leia em Periscópio.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

ALIMENTO DE JORNALISTA É A NOTÍCIA

Arnon de Mello, homem dotado de sólida formação intelectual, contista, poeta, jornalista e de bons modos. Nos anos 20 e 30 conviveu e participou de movimentos literários ao lado de Jorge de Lima, Graciliano Ramos que ganhariam depois dimensão nacional. Mas, em política também aprontou e assegurou lugar no folclore político do Estado de Alagoas. Leia na página Folclore Político e Social.

CEGO ADERALDO

RAQUEL DE QUEIROZ  E O CEGO ADERALDO


A coluna Ultima Página  - Era a última página mesmo da histórica revista semanal, O Cruzeiro – dos Diários Associados,  o maior fenômeno editorial  brasileiro em todos os tempos - aguardada com ansiedade pelos milhares de leitores. Do mesmo modo que as páginas centrais de David Nasser, da charge “O amigo da Onça” do cartunista Péricles, o “Pif Paf”,  de Millor Fernandes, com suas críticas e ironias irreverentes.

Na ÚLTIMA PÁGINA edição de 3 de outubro de 1959, escrevia Raquel de Queiroz:

”O povo da cidade grande não pode fazer idéia do que é o renome e a grandeza de um cantador. Êle é a voz cantadeira de tôda uma gente que não tem outra forma de expressão própria, que não lê nem escreve e, na sua necessidade de poesia e comunicação, fala e se entende pela bôca do cantador. Êle é o lírico, o épico, o noticioso, o cômico”.  (LEIA NA PÁG. PERISCÓPIO).




MÚSICA:  CHUVA
A fadista portuguesa Mariza, com a graça e a singeleza que Deus lhe deu, brinda o nosso Blog esse lindo fado composto pelo seu compatriota poeta e compositor Jorge Fernando, numa apresentação ao vivo do show chamado Concerto em Lisboa. Vamos levando a letra junto com a cantora: A potência vocal desta mulher é impressionante. O Brasil se rende à qualidade da boa música portuguesa. E nós, felizes por ter vivido o suficiente para ouvi-la cantar. Letra e música em "Memória Musical"



Todas as Horas São Breves

Outro espaço da canção portuguesa na Memória Musical agora com a encantadora cantora fadista Joana Amendoeira. Esse fado foi levado depois para o disco “Sétimo Fado 2010” portanto, há dez anos com letra e música: Helder Moutinho e Francisco Viana. Dois dos momentos marcantes de enlevo e poesia onde ela diz:

Na brisa da tarde calma, Onde nasce a primavera” ou “Todas as horas são breves,  Todos os dias são horas, Todo o amor que me deves, Aumenta quando demoras".

 


terça-feira, 4 de agosto de 2020

LIXO E OS ATERROS SANITÁRIOS:

 

Lixão:  problema é generalizado.

Quando o assunto é lixo, cerca um terço das prefeituras brasileiras tem a tarefa de cumprir em pouco tempo o que deixaram de fazê-lo ao longo dos anos, aliás não o fizeram em décadas. Primeiro venceu no início de agosto de 2014 o prazo dado às cidades brasileiras pela Lei 12.305, para a eliminação completa dos lixões e a construção de aterros sanitários. A lei nacional recomenda a formação de consórcios e, se em cada região estivesse funcionando bem, hoje, estaríamos no melhor dos mundos. Mas essa falta de “acerto” entre os municípios, tem sido desde então o maior entrave. Não são dificuldades ambientais. Mas, questões paroquiais, locais, a maior dificuldade e, sem medo de errar, por simples falta de interesse em resolver o problema. Exemplo: Caicó e o seu entorno.

Os prefeitos “levaram na barriga” com a complacência dos governos estaduais e federal, e sob o manto das mais diversas alegações para o não cumprimento dos prazos. Uma dessas desculpas  - “as diferenças sociais e políticas entre as localidades se apresentavam como um entrave na mesa de negociações”.

Algumas prefeituras tomaram a iniciativa de formar consórcios intermunicipais, utilizando os recursos provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) dos Resíduos Sólidos, onde foram razoavelmente aplicados na montagem da estrutura física das instalações, do aterro sanitário, aterro de resíduos da construção civil, unidade de triagem, galpão de triagem, estação de transbordo de resíduos domiciliares e ponto de entrega voluntária de recicláveis. Muitos desses pontos não precisaram ser instalados no mesmo espaço ou na mesma cidade. E deu certo está dando certo.

O restante, a maioria, apenas montou “esquemas” para protelar as medidas desviando, - para o bolso, ou dos laranjas - os milhões e milhões de reais, que desapareceu sob os ralos da corrupção e esgotos da safadeza, e até o presente ninguém devolveu um centavo.

Agora a coisa vai ser diferente: pelo menos é o que se espera. O novo prazo é até dezembro próximo, mas, a pandemia será a desculpa da vez. Para tudo e para outras coisas!

Vai sobrar para os novos prefeitos, ou os reeleitos, que terão a corda no pescoço e para se salvar terão que se agarrar com unhas e dentes aos consórcios, a mais viável alternativa – já comprovado - quando se trata de gestão do lixo e dos resíduos sólidos.

O município interessado tem recursos garantidos na esfera federal e estadual. Se não quiser optar pelo modelo de consórcio, terá de caminhar com suas próprias pernas. Já terão a garantia de incremento na cota do ICMS ecológico e os que se dispuserem a receber os resíduos sólidos receberão parcela com incremento triplicado.

A decisão é simples, mas, os desafios são inúmeros também: pois, cada cidade tem suas particularidades, tocante ao lixo que produz.

Vejamos o caso, bem próximo de nós o lixo produzido em Pombal, Paulista e São Bento (na Paraíba), somando-se com Jardim de Piranhas onde resíduos químicos das tecelagens são lançados no rio Piranhas e de lá para os reservatórios.

Um município será eleito para receber o aterro e o rejeito pela população de todo grupo. Essa ideia de associar cidades é tornar o empreendimento economicamente interessante até para a iniciativa privada que para justificar possíveis investimentos necessita de uma produção de resíduos razoável e compensatória.

A verdade é que com o tempo em que se arrasta o problema, está provado que o bom senso não fez parte ate o presente da agenda política ambiental dos senhores prefeitos.

 


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

 

“Tranca Rua”  limpando o salão

Antônio “Tranca rua” é outra figura mitológica da história de Patos, na Paraíba. Dizem que não há quem conte ou consiga enumerar os “causos” de Antônio. Um deles teria se passado mais ou menos assim. Antônio conversava distraidamente com um amigo, sentados num banco de praça na área central de Patos. Com o dedo indicador enfiado no nariz, fazia uma “limpeza”.

Passa uma adolescente e em tom de brincadeira diz:

— Eita, Antônio! Hoje vai ter festa... Tá limpando o salão de dança né?

E ele: É, mas rapariga não dança não..

— O que? Eu já vou procurar meu pai e contar pra ele.

— Não adianta, corno também não dança não...


O menino “passarinho”

Um menino falece de séria doença que o deixara extremamente magrinho, esquálido. No velório, uma velhinha se aproxima do caixão e fala a “Tranca rua”

— Meus Deus pobre criança, ficou tão magrinho. Uma coisinha de nada... parece um passarinho… Antônio, que doença foi essa que matou o menino? Sabe dizer?

E “Tranca Rua”, na hora:

— Bem, passarinho só morre de duas coisas: de baleadeira (estilingue) ou “empapado”! (explicando: "empapado" é quando a ave enche o papo de comida, não digere e morre sufocada.) 

Leia outros "causos" em Folclore Político e Social


 


sábado, 1 de agosto de 2020

O ASSUNTO É CLONAGEM

O CLONE TAMBÉM TEM A MESMA PERSONALIDADE DO ORIGINAL? 

Não. O clone humano teria as mesmas características físicas, como a cor dos olhos, o formato das unhas ou até mesmo uma alergia ao leite. “Mas matriz e cópia seriam duas pessoas diferentes, com gostos e personalidades distintas, moldadas a partir de situações que vivemos todos os dias”, diz a geneticista Mayana Zatz, do Instituto de Biologia da USP.

Mais perguntas e respostas na página Curiosidades.


Orlando Silva - o Cantor das Multidões

Orlando Silva - nasceu Orlando Garcia da Silva, no dia 03 de outubro de 1915 e faleceu no dia 07 de agosto de 1978. Gravou em 1937 a valsa "Rosa" inesquecível.

Vamos ouvir?  Na página Memória Musical:


UM JÚLIO VERNE CEARENSE

Casimiro Montenegro Filho nasceu em Fortaleza, Estado do Ceará, em 1904 e, para tornar-se piloto do Exército brasileiro. Aos 19 anos de idade mudou-se para o Rio de Janeiro, contrariando o desejo paterno. Era o décimo filho, dos 15 do velho Casimiro Ribeiro Brasil Montenegro, coronel da Guarda Nacional que foi o último intendente e o primeiro prefeito de Fortaleza, com mandato de 1914 a 1918. Um importante maçom, venerável da Grande Loja Maçônica do Ceará.

Em 1930, Casimiro Filho já Tenente do Exército e instrutor de voo, participa da revolução que derruba a velha oligarquia do café com leite. Ao fazer o voo inaugural do Correio Aéreo Militar (CAM), entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, em 12 de junho de 1931, acabou por criar o Correio Aéreo Nacional, abrindo novas rotas para o sul e norte do país. Naquela época, os pilotos eram expostos às mais diversas e rigorosas condições de clima e temperatura, sendo obrigados a realizar aterrissagens forçadas em campos improvisados e a pilotar sem instrumentação.

Casimiro cruzou várias vezes o país desbravando novas rotas para o Correio Aéreo Nacional, ligando o Rio de Janeiro aos mais distantes rincões do Brasil. Sua grande obra, porém, seria concluída anos mais tarde: a criação do ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

Em 1941, resultante da união da aviação do Exército e da Marinha, foi formado o Ministério da Aeronáutica, cabendo a Casimiro a Subdiretoria Técnica da Aeronáutica. Assim, em 1943, viajou aos Estados Unidos com a incumbência de trazer um lote de aviões norte-americanos, nos EUA visitou e conheceu o funcionamento do MIT – Massachusetts Institute of Technology. Casimiro retornou maravilhado com a ideia de criar um Instituto semelhante no Brasil, com o objetivo de formar engenheiros de excelência e desenvolver tecnologia aeronáutica.

No Brasil da década de 1940, um país essencialmente agrícola e com uma indústria mínima, incapaz de fabricar até bicicletas, o sonho de projetar e fabricar aviões parecia excêntrico aos olhos de muitos de seus companheiros. No entanto, com a ajuda do professor e chefe do Departamento de Engenharia Aeronáutica do MIT, Richard Harbert Smith, Casimiro desenvolveu as diretrizes desta nova instituição.

Assim, nos anos finais da década de 1940, Casimiro envolveu-se diretamente na construção de seu sonho, na cidade de São José dos Campos, Estado de São Paulo.

Em 1945, Casimiro fez uma apresentação a um grupo de oficiais do Estado Maior da Aeronáutica, no local que seria o futuro campus do ITA. Sobre o chão e seguro por pedras, expôs uma carta aerofotogramétrica e, ora apontando para o papel, ora para o vasto descampado, disse o visionário:

 Aqui construiremos o túnel aerodinâmico, mais à direita o laboratório de motores, ali a área residencial: casas e apartamentos para os professores, oficiais e pessoal da administração, alojamento para os alunos. Ali à esquerda, os edifícios escolares e laboratórios. Aqui será o futuro aeroporto. Esta área está reservada para a indústria aeronáutica. Tudo isto constituirá o Centro Técnico da Aeronáutica.

Ao se despedir da reunião, depois de lançar os olhos na planície totalmente vazia, gracejou o chefe do grupo, em total descrédito a Casimiro:

Até a vista, Júlio Verne”!




Na próxima postagem continuaremos a narrativa.

O JÚLIO VERNE CEARENSE  ( I I )

O futuro provou que a visão de Casimiro estava correta e seu sonho era possível. No início da década seguinte, o ITA tornou-se uma realidade. Surgiu, assim, uma escola de engenharia de alto nível no país, com instalações adequadas, professores experimentados, inicialmente trazidos do exterior e residindo no próprio campus, juntamente com os alunos. Ao redor do ITA formou-se o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), um complexo de pesquisa e desenvolvimento na área aeroespacial.

Na sequência, em 1969, quando o avião para linhas regionais, o Bandeirante havia tomado forma, foi criada no mesmo campus a empresa EMBRAER, atualmente a terceira maior fabricante mundial de aviões.

Foi agraciado com o prêmio Anísio Teixeira em 1981, quando esse prêmio foi criado pela primeira vez pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal  de Nível Superior (Capes) para agraciar personalidades que contribuíram com a educação no país.

O marechal Casimiro Montenegro Filho morreu aos 95 anos da idade, em Petrópolis, no dia 28 de fevereiro de 2000. Foi enterrado com honras militares, quando seu caixão foi conduzido por seis alunos do ITA. O Corpo repousa na Cripta dos Aviadores do Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.

Dois livros importantes foram publicados sobre sua vida:

 O escritor e jornalista Fernando de Morais publicou uma biografia em 2006  -  “Montenegro: As aventuras do Marechal que fez uma revolução nos céus do Brasil” .

O ex-ministro Ozires Silva e Décio Fischeti  = “A trajetória de um visionário: Vida e obra do criador do ITA”

 


quinta-feira, 30 de julho de 2020

NO PAÍS DE MOSSORÓ

     


Relembro a figura imorredoura do saudoso Lauro da Escóssia. Eu havia chegado na cidade há pouco tempo e não conhecia ninguém para dar um bom dia. Num final de tarde, na calçada do Cinema Cid, comecei a conversar com um cidadão de pernas arqueadas, andar trôpego talvez pela idade já um pouco avançada, de fala mansa, cabelos grisalhos, extremamente simpático e acolhedor (qualidades inerentes e marcantes dos mossoroenses – simpatia e acolhimento – como pude confirmar no decorrer dos anos que vivi nessa cidade). Eu estava admirando com a imponente estátua de Dix Sept Rosado, na praça central da cidade – “perpetuado em bronze”! (como dizia o irmão, Dix Huit Rosado). 

     

Falou sobre a vida do grande homem público, morto em acidente de avião (sobre suas origens e dos seus feitos. Nascia naquela tarde uma das primeiras, imorredouras e frutíferas amizades que desfrutei durante os dez anos vividos no “país de Mossoró”.

     De Lauro da Escóssia recebi valiosas lições. Como eu sempre o provocava para uma boa conversa, (desde que o momento e a ocasião fosse favorável) observava o meu interesse pelas coisas antigas da cidade, passava a narrar fatos e episódios ligados à rica história de sua terra. Dono de uma memória prodigiosa, “seu” Lauro, citava datas, nomes e interligava acontecimentos subsequentes sem perder o “fio da meada”.

     Às vezes, se interrompia quando se lembrava de algum pormenor que passara despercebido.

     — Ah, corrigindo, foi assim...

    E eu ouvia extasiado as narrativas do velho Lauro. Hoje, nessa hibernação forçada pelo Corona Vírus, relembro com saudades a pessoa de Lauro da Escóssia e redijo estas linhas como uma espécie de homenagem póstuma.

Lauro está num lugar especial no céu - por ter sido aqui - um bom pai, bom avô, bom amigo e, por ter semeado as boas sementes. Sua cidade prestou-lhe justa homenagem. O Museu Municipal leva seu nome e desde os anos 80 é nome de uma rua num dos bairros da cidade.

 

Cronologias Mossoroenses

     Foi através dessa convivência com "Seu" Lauro que passei uma curta temporada colaborando com o jornal O Mossoroense, na ocasião dirigido pelo experiente Dorian Jorge Freire, (depois transformado em portal de notícias como muitos outros pelo Brasil afora). Sua última edição impressa ocorreu no dia 31 de dezembro de 2015.

    Fundado por Jeremias da Rocha Nogueira, em outubro de 1872, foi o terceiro ou o quarto jornal mais antigo do País. Com a morte de Jeremias, seu filho João da Escóssia, (xilógrafo), assumiu a direção do jornal. Quando João faleceu, seus filhos Augusto e Lauro da Escóssia ficaram à frente do jornal por um bom tempo.

    Durante o período em que colaborei no “O Mossoroense” recebi de Dorian um valioso presente, o livro “Cronologias Mossoroenses", uma síntese da própria história da terra de Santa Luzia. Infelizmente, extraviado nas minhas frequentes mudanças de residência.


 

O padrinho comunista

O padre Mota era de soluções lógicas e rápidas. O professor Manuel Leonardo Nogueira, registrou para Lauro da Escóssia, o seguinte episódio: que há muito anos teria levado uma filha para ser batizada na Igreja do Sagrado Coração de Jesus de cuja paróquia, pertencia o bairro Alto de São Manuel, onde nascera a criança.

Nesse tempo, em Mossoró, era vigário da paróquia o holandês padre Cornélio que se negou a levar a criança à pia batismal pois, segundo ele, os padrinhos Café Filho (ele mesmo o que viria a ser o vice de Getúlio Vargas, e depois presidente tampão) e a esposa d. Jandira – eram comunistas e, como tal, condenados pela Igreja Católica, ao fogo eterno.

Leonardo ficou desesperado, pois não conseguia demover o padre de sua decisão de considerar Café Filho como adepto do credo vermelho. Nem mesmo sua condição e de toda sua família ser constituída de católicos fervorosos, serviu para fazer o padre mudar de ideia.

Como último recurso, Leonardo consultou o padre Mota. Depois de ouvir a história, o padre resolveu:

— Tem nada, não, Manuel. Traga a menina aqui na Catedral que eu batizo.

Graças a Café Filho, registre-se o fato como tendo sido o primeiro batizado na Catedral de uma criança nascida do outro lado do rio, depois de criada a paróquia do Coração de Jesus.

 

Acesse a aba Folclore Político e Social e leia mais coisas do Mossoró de antigamente.


 O ASSUNTO É:  BEBÊS

As doenças podem atingir apenas um dos bebês de uma gravidez de gêmeos?

Segundo a bióloga Mariana Lopes dos Santos, é absolutamente aceitável que apenas um entre dois gêmeos desenvolva  algum mal. “Mesmo que os gêmeos sejam univitelinos, o fato de eles terem uma mesma constituição genética não significa que eles terão a mesma formação”,-  explica a bióloga.

É verdade que as impressões digitais se formam quando o bebê toca o útero da mãe?

De acordo com Wilson Carrara, médico especializado em ginecologia e medicina fetal, as impressões digitais são formadas no feto ainda na barriga da mãe, mas nada têm a ver com a maneira como toca o útero. “As digitais podem ser comparadas aos traços do rosto ou a qualquer outra herança física e são determinadas exclusivamente pela formação genética do bebê”, explica o especialista. Segundo Carrara, independentemente das atividades que as pessoas realizam durante a vida, por mais que as mãos fiquem calejadas, as impressões jamais se alteram.

 

Em que situações o bebê chora?

O choro do bebê é uma forma de expressão. A opinião é do médico pediatra Jarbas José Salto Júnior. O bebê se manifesta em qualquer situação de incômodo. "Basta ele não estar satisfeito com algo, que começa a chorar”, explica o médico. Fome, sede, frio, calor e sono fazem o bebê chorar. Os incômodos causados pela urina e fezes em contato com o corpo ou qualquer tipo de dor também provocam o choro do bebê.

 

Por quanto tempo a mãe precisa acordar durante a noite para alimentar o bebê?

A ideia mais aceita hoje no meio médico é a de que o apetite do bebê deve ser saciado sempre que ele tiver vontade. Nos quatro primeiros meses de vida, sugere-se que a criança seja alimentada apenas com o leite materno. Como ele é de fácil digestão, o intervalo entre "pedidos" costuma ser de apenas três horas. Neste período, a mãe precisa acordar com grande frequência. Os médicos recomendam a amamentação, pelo menos, até os seis meses. Nesta fase, outros alimentos já podem entrar na dieta da criança, reduzindo, ou até eliminando, a necessidade da amamentação noturna.

 

Por que o bebê chora sem lágrimas? Quando elas começam a aparecer?

As lágrimas, responsáveis pela lavagem e lubrificação dos olhos, só começam a ser produzidas a partir dos dois meses de idade. Antes disso, o bebê realmente chora "a seco". Nesses primeiros 60 dias de vida, o que protege os olhinhos do bebê é o fato de ele passar a maior parte do tempo dormindo.

 

Por que os bebês regurgitam?

Nos primeiros meses de vida, o aparelho digestivo da criança ainda não está totalmente formado. Embora o estômago funcione perfeitamente, o esfíncter gastroesofágico – uma válvula situada entre o esôfago e o estômago, que normalmente se fecharia após a passagem do alimento – não funciona como num adulto. Por isso, é normal a criança regurgitar, deixando o alimento voltar ao esôfago e ser expelido em seguida. Em geral, o aparente incômodo desaparece  entre os seis e os 18 meses de vida.

 

Quantas fraldas o bebê gasta por dia e por quanto tempo ele deve usar fraldas?

Segundo o pediatra Jarbas José Salto Junior, os bebês sujam de quatro a seis fraldas por dia e as mães costumam deixá-los com fraldas, tanto durante o dia quanto à noite, até os dois anos. A partir de então, as fraldas diurnas tornam-se dispensáveis e as noturnas continuam sendo utilizadas até por mais um ano. O médico ressalta que o melhor período para "treinar" a retirada da fralda é o verão, evitando o risco de, no inverno, a criança ficar com o corpo molhado e resfriar-se em contato com a urina.