segunda-feira, 10 de maio de 2021

COISAS DE CEARENSES

 O folclore social e político do Ceará é um dos mais ricos, desde há muito tempo. Conta Sebastião Nery no seu Folclore Político.

 - “Em 1944, Oiama Teles, era “cabo de serviço” no gabinete do Ministro da Guerra , Eurico Gaspar Dutra, na praça da República no Rio. Chegou um soldado para servir  também lá.

- Por que você veio para cá?

- Seu cabo, eu sou do Ceará, estou aqui no Rio, fui convocado para a guerra, mas não quero ir, consegui ser colocado para servir aqui no gabinete.

-Como é o seu nome?

-Armando Falcão

Ficaram amigos para o resto da vida. Quer dizer, até o dia em que o Ministro da Justiça do presidente Geisel, Armando Falcão, chamou Oiama para ser seu assessor de imprensa e Oiama, jornalista, democrata, devoto de Santa Teresinha e contra a censura, rompeu com o ministro para não compactuar com a censura à imprensa.

REVÓLVER A GÁS

Crisanto Pimentel, era filho do velho líder do Partido Social Democrata PSD, cearense, Menezes Pimentel.  Corria o ano de 1958.

Crisanto oferecia uma feijoada para vários conterrâneos em seu apartamento no Rio. Na ocasião chegou Virgílio Távora, mostrando um revólver vindo dos Estados Unidos, que acabara de ganhar de presente do compadre e vice-presidente João Goulart.

- “Este revólver é a gás não mata ninguém. A gente atira, o sujeito cai e meia hora depois está de pé. Mas vencido.

 Francisco de Almeida Monte, coronel Chico Monte, deputado e também sogro de Percifal Barroso, que foi ministro e depois governador, ficou tarado pelo tal revólver a gás.

  - “Então é assim Virgílio? A gente atira, o sujeito cai e não morre? Que beleza. Vou arranjar um.

 - Para quê seu Chico?

- Para depois que ele cair eu retalhar ele na faca.

NA SECA DE 15

O padre Coelho, vigário de Iguatu, no ano de 1932, pedia ao povo para que rezasse para chover:

- Meus filhos, rezemos e tenhamos fé que a chuva há de chegar. Lembre-se que Deus está no céu.

Lá no fundo da igreja um velho tossiu e perguntou:

- “Seu vigário , e na seca de 15 onde é que ele estava?

 

 

 

 

 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

O RABINO QUE VIROU SANTO

Para muitos amazonenses é santo sim, quer queira quer não! Local de peregrinação e orações, pedidos e súplicas na esperança de cura para doenças graves, o seu túmulo, em Manaus-AM, tornou-se ao longo de décadas local para entrega de presentes e agradecimentos por graças alcançadas. Católicos de toda região Norte, recorrem ao santo judeu milagreiro de Manaus, Emannuel Muuyal.

           Sepultura do rabino Emannuel Muuyal.
A saga dos judeus que, no começo do século 19 e ao longo de mais de 150 anos, deixaram o norte da África, (Marrocos – mais precisamente), para viver na região amazônica, já chamou a atenção de muita gente pelo resto do mundo.

Graças a inúmeras reportagens, documentários, e pesquisas realizadas, a história dos caboclos judeus da floresta, foi amplamente relatada no documentário “Eretz Amazônia” ou Terra da Amazônia, em hebraico, produzido com o apoio da TV Cultura do Estado do Pará.

- “Eles se autodenominam “os hebraicos” e vieram para a região amazônica no tempo áureo da borracha, espalhando-se pela região que vai desde Belém até Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia. Hoje, estima-se que são cerca de 60 mil e mantêm vivas as tradições e leis judaicas” –  extraído do Almanaque do Aluá nº 2 (SECAD – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade). MEC. Janeiro 2006.

Entre as muitas histórias curiosas que se contam desse povo está a história de um rabino que virou um santo popular católico. A história do rabino Emannuel Muuyal, que deixou a Palestina, por volta de 1900 para iniciar uma campanha de arrecadação de dinheiro, para manter a sua escola de rabinos na Terra Santa. Ao chegar no Marrocos, soube que muitos dos seus tinham vindo para a região norte do Brasil, fazer fortuna com a extração da borracha. “O rabino, então, viajou ao Brasil e se estabeleceu em Manaus”. Continua na coluna PERISCÓPIO.

 

  

sábado, 1 de maio de 2021

Trabalhadores de Nova Iorque

Durante muitos anos comentou-se que era uma fotomontagem, mas, com o tempo comprovou-se que não. Na época, um a cada dez operários estavam desempregados. 

A verdadeira história da foto mais comentada no Dia do Trabalho. A imagem de onze homens anônimos sentados numa viga a cerca de 250 metros de altura, sem nenhuma segurança, durante um intervalo de almoço. A imagem impactante do ano 1932 de autoria do fotógrafo profissional Charles Ebberts, reflete o cenário da falta de segurança para os milhões de operários da construção civil, nos anos de fome e miséria provocados pelo “crack” da Bolsa de Valores em 1929.

A queda da Bolsa de Valores em 1929 havia arrastado o país a uma crise econômica, sem precedentes e em seguida pelo resto do mundo. Aos poucos a economia mundial foi se recompondo, graças ao impulso das grandes fortunas grandes arranhas céus foram sendo construídos, como o Rockfeller Center, um conjunto de 14 edifícios, e o Empire State, entre outros.

Os operários devido ao desemprego se sujeitavam a todo tipo de risco. Centenas deles morreram. Só em Nova Iorque foram cerca de 400 em menos de dez anos. A maioria deles imigrantes, que ganhavam um dólar e meio por dia, em precárias condições de vida, que mal dava para sobreviver.

Conta-se que naquele período a desocupação era tão grande que muitos deles formavam filas nas frentes das obras, esperando que algum operário despencasse lá de cima para tomar o seu lugar.

A média era essa. A cada piso do edifício que era concluído morria um trabalhador. A palavra de ordem e a regra de ouro era: “não olhe para baixo!

Em outra imagem Charles Ebbets é fotografado numa das vigas durante a construção do Rockfeller Center. Nova Iorque, 1932. 

 

quarta-feira, 28 de abril de 2021

SUPER LUA

Continua encantando o nosso planeta

Ovelhas pastam enquanto a lua nova  conhecida como “Super Lua Rosa”, se põe detrás do círculo de pedra de Stonehenge, perto de Amesbury, na Grã Brfetanha, no dia 27 de abril de 2021. Foto de Toby Melville- Agência Reuters.

A “Super Lua Rosa”, se eleva por  detrás de Al Majid na-Nabawi ( Mesquita do Profeta) em Medina, Arábia Saudita, ontem, 27 de abril de 2021. Foto Agência de Imprensa Saudita/dpa


Agora vemos a  “Super Lua Rosa”, se elevando  por  detrás de uma cegonha próxima do ninho. Local, comunidade de Skopje, na República da Macedônia do Norte. Foto: EFE/EPA/Georgi Licovski.

 

quarta-feira, 14 de abril de 2021

OS REBOUÇAS

 Ela é considerada a maior obra prima da engenharia do Brasil e como uma das mais relevantes de todo o mundo.  – “Um dos trilhos mais bonitos do mundo”, de acordo com o jornal inglês The Guardian, a Ferrovia Paranaguá – Curitiba  possui ainda um valor histórico para o Estado do Paraná.

Está localizada na maior área ainda preservada da mata  Atlântica do país, com um trajeto de 108, 2 km de extensão, ligando as duas cidades, culminando no importante  porto da região sul do Brasil.

Além das paisagens deslumbrantes, conta com 41 pontes, vários pontilhões, 13 túneis e culminando com obras desafiadoras, -  principalmente considerando os recursos para a época em que foram feitas -.O Viaduto do Carvalho e a Ponte São João, que possui 113 metros de comprimento e um vão livre de 70 metros. Foi, sem dúvida, o maior desafio enfrentado pelos irmãos Rebouças.  


           
Revista Galileu - reprodução
São considerados os dois maiores engenheiros do Brasil, no século XIX. Foram os baianos afrodescendentes, os primeiros negros brasileiros a cursar uma universidade. O pai, Antônio Pereira Rebouças, era filho de uma escrava alforriada, com um alfaiate português, e, um dos poucos advogados negros a ocupar cargo relevante no Império brasileiro. Foi um dos mais próximos conselheiros de Dom Pedro II.


Leia mais na coluna Periscópio.

domingo, 11 de abril de 2021

OS INDICADOS AO OSCAR 2021


Com a aproximação da data cresce a expectativa quanto aos possíveis ganhadores da famosa estatueta do cinema americano. As apostas para a 93ª edição da Academia de Artes e Ciências Cinematográfica\s dos EUA, que será no próximo dia 25 de abril, também cresce, Para a categoria de melhor ator, a tendência é o apelo à emoção, com a possibilidade de um prêmio póstumo para o ator afro-americano, Chadwick Boseman. No entanto, nem tudo está escrito, e o elenco de atores deste ano cobre todos os requisitos para ganhar a estatueta.

Os cinco mais cotados: com o já citado, Chadwick  Boseman  em “A Mãe do Blues” (Ma Rainey’s Black Botton); Riz Ahmed em (Sound of Metal); o veterano Anthony Hopkins em, (The Father);  o sul-coreano, Steven Yeun em (Minari) o favorito da maioria é Gary Oldman, em (Mank). Leia mais em PERISCÓPIO.

 


sexta-feira, 9 de abril de 2021

ANTÔNIO FLORÊNCIO

O HOMEM QUE COMEÇOU DO “NADA”

É comum o dito de que fulano começou do “zero”, que sicrano começou do “nada”, em referência a alguém que alcançou vitórias pessoais, em qualquer área. Pois bem, um exemplo disso: Neste sábado, 10 de abril, há 30 anos, nos deixava um homem chamado Antônio Florêncio de Queiroz, (21 de março de 1926 – 10 de abril de 1991) o sertanejo da “tromba do elefante”, mais precisamente, de sua querida Pau dos Ferros. Família numerosa, tinha dez irmãos. Perdeu o pai aos três anos, ficou a mãe cuidando da prole numerosa, que, obstinada e resoluta não admitia aos filhos abandonar os estudos.

Um cidadão que tinha uma visão diferente do que significava o futuro do Rio Grande do Norte. Bem sucedido na política e nos negócios, mas, começou de “baixo” graças aos ingredientes chamados de obstinação,  trabalho e, acima de tudo, educação. Foi servente de pedreiro, ao lado do irmão José, que era mestre de obras.

Mudou de atividade e, da mesma maneira começando por baixo. Foi varrer os escritórios da empresa Sociedade Anônima Mercantil  Tertuliano Fernandes, em Mossoró.

Agora, os passos seriam os estudos, a continuação do básico, enquanto ia galgando posições melhores na tradicional e conceituada empresa salineira mossoroense. Dando provas de sua competência nos negócios, foi designado para o escritório no Rio de Janeiro. Lá, continuou os estudos formando-se em Contabilidade, em 1952 e depois em Ciências Econômicas, em 1956.

Posteriormente, ingressou na política já era empresário vitorioso. Fui conhecê-lo em Mossoró já deputado federal lá pelos idos dos anos 70, nos estúdios da Rádio Rural. Nas entrevistas, ao lado do saudoso jornalista Nilo Santos, eu vi daquele homem elegante seus olhos brilharem com intensidade quando discorria com voz macia e calma, sobre as potencialidades os projetos que serviriam para alavancar a economia do Estado. Em especial, a fábrica de barrilha de Macau. Um projeto ambicioso, um sonho e uma luta árdua que travou ao lado de Cortez Pereira – hoje – lamentavelmente, um sonho transformado em pesadelo.

Uma de suas várias conquistas, sem dúvida, foi o porto ilha de Areia Branca. Na política, foram várias legislaturas com expressivas votações. Só perdeu uma, quando atendendo a apelos dos amigos resolveu sair candidato a vice, na chapa encabeçada por João Faustino, nas eleições de 1986. Aliás, não perdeu. Porque o vice não era votado.

O espaço é pequeno para falar mais sobre Antônio Florêncio, de sua grandeza de homem público, e do cidadão que nunca escondeu suas origens humildes. Pena que poucos de lembrem dele e dos exemplos que deixou. 

segunda-feira, 5 de abril de 2021

A HORA E A VEZ DE DONGA

 

Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga (RJ, 1899 - RJ, 1974). O pai era pedreiro construtor e tocava bombardino nas horas vagas. A mãe, outra famosa baiana da Cidade Nova, Tia Amélia, gostava de cantar modinhas e promovia inúmeras festas e grandes reuniões de samba. Donga frequentava também os folguedos de Tia Ciata, onde se reunia com João da Baiana, Caninha, Sinhô, Pixinguinha, Mauro de Almeida, Buci Moreira, entre outros. Seu primeiro instrumento foi o cavaquinho, que começou a aprender aos 14 anos de idade, ouvindo as músicas de Mário Cavaquinho, de quem era grande admirador. Pouco depois passou a tocar violão.

A partir dos últimos anos do século XIX, as principais cidades brasileiras assistiram ao despertar da consciência das populações mais pobres na sociedade. Até 1888 (Lei Áurea), os escravos eram discriminados a ponto de estarem proibidos de manifestar sua veia musical, a não ser em grupos fechados - e ate clandestinos -. Já como trabalhadores livres da era republicana, eles começaram a disputar lugar na sociedade, o que, no campo do lazer, se evidenciou por uma crescente participação nos festejos carnavalescos.

Em 1928, Donga, organizou a Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, conjunto composto só de instrumentos de sopro, criado para realizar gravações na Parlophon, e que acompanhava cantores como Patrício Teixeira e Castro Barbosa. Na Odeon, liderava o grupo que conservava o nome de Orquestra Típica dos Oito Batutas. Em 1928, já com o nome de Jazz-Band Os Batutas, o grupo excursionou pelo sul do país, estreando em Florianópolis. Em dezembro deste mesmo ano, a Orquestra Típica Pixinguinha-Donga gravou "Carinhoso".Continua na coluna Memória Musical.



 

domingo, 4 de abril de 2021

A LINDA HISTÓRIA DAS DUAS FAMÍLIAS SAGRADAS (III)

 Determinado e valendo-se de sua autoridade, o velho Abiatar, ordenou a todos os viúvos que viessem ao Templo e cada um com o seu cajado. Cada um com uma identificação pessoal. Um deles seria o esposo de Maria.

Dentre os viúvos que se apresentaram no Templo da Cidade Santa, estava José, natural de Belém. Este terminou sendo o escolhido, embora contrariado, devido a idade avançada. De nada adiantou seus argumentos e súplicas, pois, já era velho na idade, enquanto Maria ainda uma adolescente. “foram inúteis seus pedidos. O velho tektón, ou carpinteiro de Belém ouviu : - “ Coube a ti a sorte de desposás e receber em custódia a Virgem do Senhor. A jovem de Nazaré é órfã de pai e mãe e o seu tempo de permanência no Templo havia terminado”.

Conforme os costumes judeus, José tinha consciência que recebera a jovem na condição de custódia. “Maria dividiria com ele o mesmo teto, e o respeito mútuo de que nenhum ato carnal haveria enquanto ocorriam os preparativos para a boda. A festa matrimonial ou celebração solene”. Já na companhia de Maria, José resolveu vender sua casa em Belém e mudando-se para Nazaré, na Galiléia, um pequeno povoado próximo a Decápolis, região com mistura muito grande de povos, chamados também de gentios”. onde tinha boa clientela. Na companhia do casal seguiram seus dois filhos mais novos, Tiago e Simeão, nascidos com Débora, sua primeira mulher, Maria cuidou deles  de forma maternal por muitos anos” - conforme os antigos textos apócrifos.

- “Deve-se a isto encontrarmos na Bíblia a expressão “os irmãos de Jesus”, que eram, na realidade, seus irmãos de criação”, filhos de José e Débora, conforme lembra o historiador Jeovah Mendes.

A narrativa que se segue já revela o dia a dia de José, atendendo a sua clientela de Cafarnaum, Betsaida, Magdala e outros povoados fabricando e consertando móveis, e o cotidiano da Virgem de Nazaré, cuidando dos afazeres de casa e mergulhada na meditação, na reflexão pensando sempre nas coisas do alto, até o dia em que recebeu a mensagem do Altíssimo.  Continue lendo na coluna PERISCÓPIO.

 

sábado, 3 de abril de 2021

A LINDA HISTÓRIA DAS DUAS FAMÍLIAS SAGRADAS (II)

 - segundo os textos apócrifos – 
Joaquim e Ana viviam e levavam uma vida de fé e de temor a Deus. Certo dia veio a revelação do nascimento de uma criança, fruto dessa união, embora ambos fossem estéreis e de idade avançada. Ana, recebeu a revelação de “que sua prole seria consagrada a serviço do Senhor no Templo de Jerusalém e outros locais da Cidade Santa”. Quanto à Joaquim, “naquela mesma ocasião, deparou-se com um belo jovem perambulando pelas montanhas que a ele se dirigiu dizendo: “volta para tua casa, tua esposa lamenta tua ausência!”. Antes de desaparecer o varão angelical identificou-se como anjo do Senhor  fazendo Joaquim descer apressado e ir ao encontro de Ana. Aos primeiros sinais de gravidez, Joaquim e Ana vibravam de alegria e louvavam o Altíssimo continuamente ao mesmo tempo em que ofertavam donativos aos mais necessitados bem como, aos sacerdotes e aos chefes do Sinédrio. Ao dar a luz a uma bela menina deram-lhe o nome de Maria, que  - como já foi dito -  significa “exaltada ou agraciada por Deus”. Conforme a mensagem divina. Mais tarde a menina foi levada para o ritual de apresentação no Templo, e,  conforme os textos antigos: “ Os primeiros anos passavam e Maria crescia cheia de graça e virtudes”.

(escreveu o conhecido historiador e professor Jeovah Mendes, que desde 1973,  pesquisa o Telmude, a Cabala, o Zohar  o livro do esplendor judaico – e a TaNakh, tradicionais escrituras hebraicas).

- “Em Israel, naquela época, era comum a presença de meninas no Santuário do Templo, já a partir do terceiro ano de vida. Levavam uma vida e oração dedicação e pureza. E lá permaneciam até os 12 anos para casar ou continuar se assim desejassem para servir ao Senhor, como a profetiza Ana, filha de Fanuel, que ao enviuvar ainda jovem, deixou tudo para servir somente a Deus, vivendo no Templo em jejuns e oração” – (Lucas 2: 36,37). Continua na coluna Periscópio.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

A LINDA HISTÓRIA DUAS FAMÍLIAS SAGRADAS

 - segundo os textos apócrifos -

Joaquim, era filho de Matã e de Sabrat. Já Sabrat era filha de Pinechas. Quanto a Ana, mãe de Maria de Nazaré, sabe-se que era filha de Isacar da linhagem de Davi. Os pais de Maria de Nazaré, Joaquim e Ana casaram-se muito jovens, Joaquim, aos 20 anos e Ana ainda adolescente.

Sabe-se conforme consta no livro “O outro Jesus segundo os evangelhos apócrifos”, editora Mercuryo Ltda. São Paulo-SP 2002, e a obra do renomado pesquisador cearense Jeovah Mendes “Onde estava Jesus dos 13 aos 30 anos?”.

Quanto a José o pai adotivo de Jesus eram Jacó II e Hadbit, sendo esta filha de Eliazar. José era primo legítimo da mãe do Senhor Jesus.

 - “Durante duas décadas Joaquim e Ana não conseguiram gerar filhos, trazendo enormes tristezas ao justo casal, que colocou nas mãos de Deus a solução. Naquele tempo, em Israel, as pessoas sem filhos eram vistas com certo preconceito e muita indiferença pela sociedade judaica. Que as cognominavam – “malditas” -  pelas leis de Deus.

Joaquim, marido de Ana, era muito rico, possuía enormes rebanhos de ovinos e caprinos, camelos, além de outros bens. Era admirado e querido por seus conterrâneos por ser um homem justo, que praticava boas obras e costumava doar parte dos seus bens aos mais necessitados, viúvas, órfãos e outros desafortunados de sua região  - , incluindo também o pessoal consagrado do Templo e Jerusalém”.

Continua a narrativa:  

- “Por sua bondade Deus multiplicou os bens de Joaquim transformando-o num grande potentado `à altura de um Jó: nas festas religiosas de Jerusalém, Joaquim ofertava boas quantidades de dinheiro e oferendas, como trigo, uvas e azeite da melhor qualidade”.

Numa dessas festas, o genitor de Maria foi severamente repreendido pelo sacerdote Isacar, que lhe disse: “ não é lícito que sejas o primeiro a dar tuas oferendas, enquanto não tiveres gerado um descendente em Israel”. E continuou: “Provavelmente Deus te considera indigno de ter posteridade. Se examinares bem as Escrituras, verás que Deus declara maldito quem não tiver engendrado um varão em Israel”.

Magoado. Joaquim teria se retirado para a solidão do campo cuidando dos rebanhos enquanto meditava e jejuava implorando ao Senhor que lhe permitisse gerar um varão ou uma varoa. Enquanto isso, Ana sentia a falta de notícias e a ausência do marido – “queixando-se de sua infelicidade à criada Judite”. (continua na próxima postagem)

A gravidez de Ana e a escolha do nome - “Maria” – que, em hebraico, significa “exaltada por Deus”.

 

Santa Ana e São Joaquim, os padroeiros dos avós.

terça-feira, 30 de março de 2021

CHICO HERÁCLIO: O ÚLTIMO DOS CORONÉIS

 Já contamos aqui no blog (folclore político e social) algumas das peripécias envolvendo a  figura do ainda hoje de - respeitada memória - pelos seus conterrâneos. “coronel” Chico Heráclio, de Limoeiro – PE, Aliás, o último deles. conhecido como o Leão das Varjadas. (Francisco Heráclio do Rêgo nasceu em 3.10.1885 e faleceu no dia 17.12.1974). Nasceu, viveu, mandou, desmandou, na política de sua região até aos 89 anos. quando morreu.

Filosofia de Chico Heráclio, quando lhe perguntaram o que era  governo:

- “governo meu filho, é como mulher. Se ela não dá o que você quer, não tem nada a fazer, senão se afastar e ficar sofrendo”.


 








Arquivo Fundaj 

Na lista dos ícones do coronelismo nordestino, é o primeiro. Em Limoeiro quem mandava era ele. Senhor da terra e do fogo. Com ele, só tinha dois caminhos, ou atendia ou morria. Fazia eleição como um pastor. Conforme diz com propriedade o jornalista baiano e ex-deputado, Sebastião Nery.

- “Punha o rebanho de eleitores na frente da casa (o meu gado) e ia tangendo um a um, para o curral cívico eleitoral. Na mão, o envelope cheinho de chapas. Que ninguém via, ninguém abria, ninguém sabia. Intocado e sagrado como uma virgem medieval”.

Depois, o rebanho voltava, um a um da seção eleitoral para a casa do coronel, para comer na mesa grande e farta. Era o preço do voto. E a festa da vitória. Um dia apareceu um eleitor mais afoito:

- “ Coronel já cumpri o meu dever, fiz como o senhor mandou. Levei as chapas e coloquei dentro da urna, direitinho. Só queria saber de uma coisa do senhor, - em quem foi mesmo que eu votei?

 - Você está doido meu filho? Nunca mais me pergunte uma asneira dessa. O voto é secreto.

Chico Anysio se inspirou nele para criar o personagem “O Coronel Limoeiro” em sua homenagem.

Chico Heráclio tinha a quem puxar. Seu avô era o velho José Heráclio ou “Joca da Salina”. O velho sofria de catarata e já não enxergava nada, mas recusava ajuda para andar. Um dia andando pela casa, errou a entrada do quarto e bateu de frente com a cara na parede. O rosto ensanguentado e o velho ali parado, não arredou o pé. Mandou chamar um compadre com umas ferramentas. Mandou abrir um buraco na parede, que desse espaço para ele passar.

Depois que passou, mandar tapar o buraco na mesma hora.

Disse: “ Um homem nunca me fez dar um passo para trás, quanto mais uma parede!”.

domingo, 28 de março de 2021

HÁ 28 ANOS O BRASIL PERDIA JESSÉ

 Em 1993, o Brasil lamentava a perda desse cantor de voz fenomenal chamado pelo nome artístico de Jessé.  Ou, José Florentino Santos, que além de cantor, era compositor  e músico instrumentista.  Porto Solidão, Voa liberdade, Solidão de amigos, entre outros sucessos nas décadas de 80 e 90.


Faleceu vítima de acidente automobilístico no Estado do Paraná, quando se diriga à cidade de Terra Santa, onde iria fazer um show. Um forte traumatismo craniano, foi a causa da morte, depois de ficar em coma num leito de hospital. Nasceu em Niterói, depois a família (evangélica) mudou-se para Brasília. Começou a carreira cantando hinos e louvores na sua congregação. Ao atingir a maior idade mudou-se para São Paulo, confiante no seu talento. Queria conquistar seu espaço no mundo da música. Como era moda na época, resolveu trocar o nome para o inglês, com o pseudônimo de Tony Stevens, tal  como fizeram  naquela  década de 70, Raul Seixas, Fábio Júnior, a dupla Cristhian e Ralf.

Sua carreira ganhou impulso graças ao premio do Festival MPB Shell, com a canção Porto Solidão, com o melhor intérprete. Depois vieram os prêmios do 12º Festival da Canção Íbero Americana em Washington, Estados Unidos, como: melhor interpretação, melhor canção e melhor arranjo, com “Estrelas de Papel” de sua autoria em parceria com Elifas Andreato. A grande voz sempre agradou o público de norte a sul do Brasil. Embora nunca tenha recebido o reconhecimento da crítica especializada.

José Florentino dos Santos, morreu aos 40 anos de idade, no dia 29 de março de 1993 Nesta segunda-feira, há exatos 28 anos. Vamos relembrar Jessé com “Solidão de Amigos”. 


Na coluna Memória Musical,  você pode ouvir outro resgate histórico, bem mais antigo quando Jessé  homenageou o compositor Elpídio dos Santos, fazendo dueto ao lado de Cascatinha, da dupla Cascatinha e Inhana. Com a Ave Maria do Sertão.

 

domingo, 21 de março de 2021

O MIDIÁTICO HAROLDO BARBOSA

 Há 106 anos nascia no Rio de Janeiro Haroldo Barbosa. Fez muita coisa no ambiente do rádio de antigamente. Locutor, contra regra, compositor, redator, humorista,  entre outras atividades. Como músico instrumentista, (tocando cavaquinho) em bailes promovidos no bairro de Vila Isabel. Lá fez amizade com Noel rosa e seu irmão Hélio. Inicou sua carreira no rádio na antiga Rádio Phillips do Brasil. Lá já estava seu irmão, o compositor Evaldo Rui outro grande nome da música brasileira, como letrista de primeira linha. Foi contra regra no programa do Casé o primeiro programa de atrações e auditório. A ponta de rama é sua filha Maria Carmem Barbosa escritora e dramaturga, autora de telenovelas  desenvolvendo trabalhos, especialmente para a Rede Globo. A única dos três filhos que seguiram a carreira artística, influenciada pelo pai, conforme declarou em entrevista.

Haroldo Barbosa tinha verdadeira paixão por corridas de cavalos e era figura permanente no Jockey Clube no Rio, certa época chegou a possuir vários cavalos de corrida. Por ocasião de sua morte, em 1979, o Jockey Clube dedicou a ele um Grande Prêmio. A prefeitura do Rio de Janeiro homenageou o seu filho ilustre com o nome de uma rua.

Entre suas criações  além das mais de 300 versões de sucesso da música internacional destacam-se:

Adeus América em parceria com Geraldo Jacques; Adiós Muchachos;

Adiós  Pampa Mia;  Amor;  Baião de Copacabana (este em parceria com Lúcio Alves); Bar da Noite feita com Bidu Reis.

 E o consagrado Nossos Momentos que vamos reviver na voz da “Divina” Elizeth Cardoso.

Criou programas de humor  inesquecíveis no rádio e na televisão.  Chico Anysio Show – Noites Cariocas – O Riso é o Limite – A Cidade se Diverte – Times Saure – Faça Humor Não Faça  Guerra – Satiricom e o Planeta dos Homens.


Também passou pelas rádios: Nacional, Tupi  e Mayrink Veiga. Nesta última criou um programa  A Praça 11 e a Escolinha do Professor Raimundo com Chico Anysio, que depois passou para a televisão estreando  em 1957 na extinta TV Rio, depois passou pela TV Excelsior e, por fim, na TV Globo.


Quer  saber mais sobre a obra de Haroldo Barbosa? vá na coluna “MEMÓRIA MUSICAL”.


É A CHUVA QUE CAI

 É a chuva que cai gota a gota que enche o rio.” – (provérbio africano)

Este 22 de março é o dia dedicado a água. Foi criado justamente para destacar a necessidade de preservar o mais precioso líquido que temos, que vai ficando mais escasso devido ao desperdício e à poluição. Trazendo como consequência, as mudanças do clima, secas e inundações, afetando as nascentes, rios  e mananciais de água potável, sem a qual nada pode existir.



Em 21 de fevereiro de 1993, a ONU declarou através de Resolução que todo dia 22 de março deveria ser o Dia Mundial das Águas, para ser observado pelos países membros, a partir daquele ano. Dez anos depois, em 2003 foi declarado pelas Nações Unidas como o Ano Internacional da Água, e, em março de 2005, foi iniciada a Década Internacional de Ação, sob o tema “Água, Fonte da Vida”. A meta era alcançar até 2015, os objetivos acordados em escala internacional no domínio da água e do saneamento e lançar as bases para que se registrasse mais progresso. Pouquissímos países fizeram a sua parte.

Eis um trecho da mensagem do secretário geral da ONU Kofi Annan, por ocasião do Dia Internacional da Água. Dizia:

“Á água é indispensável à vida. Contudo, milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de escassez de água. A poluição, o consumo excessivo e uma gestão deficiente dos recursos hídricos estão contribuindo para a diminuição da quantidade e da qualidade a água disponível em todo o planeta.

Diz-se, muitas vezes, que as crises de água  e os problemas de escassez desse recurso conduzirão, mais cedo ou mais tarde, a conflitos armados. Mas isso não tem necessariamente de acontecer. Os problemas da água têm também contribuído para a cooperação entre os povos e nações. Cientistas, organizações não governamentais e organismos internacionais estão conjugando esforços na esperança de conseguirem melhorar a gestão desse recurso vital” Agora em 2021,  a ONU dá início  à  Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento sustentável. Leia mais na coluna PERISCÓPIO.

terça-feira, 16 de março de 2021

OS VELHOS BAIANOS

 Dos nomes históricos da política baiana temos um dos mais ilustres. Otávio Mangabeira. Nasceu em 1886. Foi vereador, deputado federal em três períodos, ministro de Relações Exteriores, governador e senador. Na política foi tudo que desejou ser. Conhecia todas as manhas em matéria de fazer política. Definia:

- “Política é conversa. Quanto mais as coisas se complicam, mais os políticos conversam”, corroborando o que dizia outro conterrâneo seu, Luís Viana, pai do Luís Viana Filho:

- “Dizem que a situação está embrulhada, um novelo só! Então está boa. Quanto mais embrulhada melhor, se não ficar assim, para que servem os políticos? – Perdemos todos o emprego e a razão de ser. Política é para isso mesmo: para desembrulhar as situações.

Mangabeira sabia como ninguém ganhar e perder.

Exilado em 1930, o ex-chanceler brasileiro estava na Bélgica. Lá se encontrou com um colega chinês, também exilado e ex-ministro. Eram velhos conhecidos de conferências internacionais e a conversa foi espichando. Mangabeira estava inconformado com o exílio e estava surpreso com a tranquilidade e serenidade do colega chinês.

-  O que se deve fazer quando a política vira e a gente perde o poder e o direito de viver na própria pátria?

- Rezar, respondeu o chinês.

Quinze anos depois Mangabeira estava de novo no poder. Mandando!

 

XADREZ AMPLO E CONFORTÁVEL

Quando era governador, recebeu a visita do presidente Dutra. Foram até Barreiras, terra de Antônio Balbino e Tarcilo Vieira de Melo. A comitiva foi saudada pelo agente do IBGE local e rábula famoso na região, José Mariano de Souza.

O orador enumerou todas as obras construídas pelo governador. O hospital, o serviço de abastecimento d’água, o ginásio, “e a nova cadeia, com amplos e confortáveis xadrezes”.

Mangabeira fechou a cara não disse nada. Acabados os discursos chamou Orlando Rodrigues, chefe político do município:

- “Seu Orlando, quando formos embora, mande prender esse orador. Já estive preso várias vezes e nunca vi “xadrez amplo e confortável”. Esse cretino precisa aprender que não se deve elogiar cadeia nem carcereiro.


GRATIDÃO PRESCRITA

Chegou certo dia à casa do senador José Cândido Ferraz e encontrou na sala em grande retrato do brigadeiro Eduardo Gomes:

- Você ainda guarda este santo na redoma?

- Claro, doutor Otávio. É uma homenagem a um grande brasileiro e um gesto de gratidão pessoal.

- Ora, seu Zé Cândido, a homenagem eu compreendo. Mas gratidão política a gente só guarda seis meses. E faz mais de quatro anos que ele perdeu pela segunda vez. Essa sua gratidão, pode ter certeza, já está prescrita!

 

CABEÇA GRANDE

Ulisses Guimarães chegou na Câmara Federal com uma admiração enorme por Gustavo Capanema. Conversava com Otávio Mangabeira.

- Doutor Otávio o senhor não acha que o Capanema é um dos homens mais inteligentes do País?

- Não acho não Ulisses. O Capanema é muito talentoso sem dúvida, mas, muito confuso. E não tem culpa. O problema é a cabeça. Repare a cabeça dele, tem três andares. Até a ideia descer lá de cima e chegar na boca perde-se muito conteúdo.

Em tempo: Quarto ocupante da Cadeira 23, eleito em 25 de setembro de 1930, na sucessão de Alfredo Pujol e recebido pelo Acadêmico Afonso Celso em 1º de setembro de 1934. Octávio Mangabeira (Octávio Cavalcanti Mangabeira), engenheiro civil, jornalista, professor, político, diplomata, orador e ensaísta, nasceu em Salvador, BA, em 27 de agosto de 1886, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29 de novembro de 1960. (grafia do nome conforme a ABL).

AS CARTAS DO PAI DE HITLER

Caligrafia bem cuidadosa, selos antigos, uma assinatura notória e até selos de cera intactos, essas são as 31 cartas escritas por Alois Hitler. As cartas do pai de Hitler, caídas no esquecimento de um velho sótão austríaco.

                                                                       Foto arquivo / IMAGEM: AFP

Foi previsivelmente cauteloso o escritor e historiador austríaco Roman Sandgruber, ao receber uma mulher que o contatou para dizer que havia descoberto cartas centenárias escritas pelo pai de Adolf Hitler em seu velho sótão.

- “De início, eu estava um tanto cético: sabemos muito pouco sobre a juventude de Hitler e menos ainda do seu pai” – disse o especialista à agência France Press, que “esperava encontrar uma descoberta maluca”.

No entanto, a correspondência amarelada revelou-se autêntica: caligrafia elegante, assinatura coincidente e até selos de cera intactos da época...Sem dúvida, as 31 cartas eram de Alois Hitler.

Isso permitiu ao professor universitário de 74 anos, a  escrever a primeira biografia do patriarca, nascido em 1837 e falecido em 1903, quando Adolf tinha 14 anos. O pai do ditador teve oito filhos de três casamentos. O livro foi publicado em alemão recentemente.

(Continua na coluna PERISCÓPIO)

domingo, 14 de março de 2021

SEU BENÉ O FLAUTISTA

 Considerado um gênio da flauta e dos negócios da música, Benedito Lacerda foi um dos primeiros a acreditar que era possível viver só dessa arte, numa época em que o amadorismo era predominante. Nasceu em Macaé, interior do Rio de Janeiro, no dia 14 de março de 1903, há 118 anos. Faleceu vítima de câncer de pulmão, pouco menos de um mês de completar 55 anos, no dia 16 de fevereiro de 1958, no domingo de Carnaval, na cidade do Rio de Janeiro. .

Formado em flauta e composição pelo Instituto Nacional de Música, Benedito Lacerda desde cedo mostrou seu valor como intérprete, compositor e líder de classe. Participou de 800 gravações como músico acompanhante, 400, como compositor e 100, como intérprete. Além disso, fez incontáveis programas de rádio e apresentações em teatro, cinema e circo. Se isso não fosse o bastante, lutou pela profissão de músico e pelo direito do autor, ajudando a criar a União Brasileira de Compositores (UBC) e Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música (SBACEM). Procuramos mostrar assim, uma parte mas significativa do trabalho de Benedito Lacerda.

Benedito Lacerda e seu conjunto acompanharam estrelas do rádio, como Carmen Miranda, Dircinha Batista e Isaura Garcia. No acervo do blog recuperamos registros do programa de rádio Pessoal da Velha Guarda, de Almirante, tendo Benedito Lacerda e Pixinguinha como atração. E ainda, gravações raras, de 1930, quando, ao liderar o conjunto Gente do Morro, Benedito Lacerda aparecia na flauta e também cantando obras como “Primeira Linha”, de Heitor dos Prazeres, e “Isaura”, de sua autoria.

Vamos homenageá-lo com o samba histórico “Brasil” gravação de Francisco Alves no dueto com Dalva de Oliveira. Composição de Benedito Lacerda com seu parceiro Aldo Cabral. Disco da Colúmbia, nº 55159-A gravado em 18 de agosto de 1939 e lançado em setembro daquele ano.



VENEZUELA À BEIRA DA PARALISIA

 A Venezuela está, mais uma vez, à beira da paralisia. A escassez de diesel tem obrigado a restringir sua comercialização, com impacto direto na indústria e no transporte público, usuários desse tipo de combustível no país vizinho. A escassez causou filas de vários dias nas bombas, gerou protestos de motoristas e complicou o reabastecimento. Este novo período de vacas magras traz de volta memórias ruins. A Venezuela, um país petrolífero, passou por um período de grave escassez de gasolina no ano passado. Em total confinamento por pelo Covid-19, o país foi forçado a um racionamento severo, que foi parcialmente compensado pela importação de barris do Irã, do qual ainda depende. 

A Venezuela tinha 13.000 empresas há 20 anos e, mesmo antes da pandemia, restavam menos de 2.600. Isso explica, em parte, a redução em apenas sete anos do PIB do país para um terço e a pobreza generalizada dos venezuelanos. Mesmo assim, o combustível não é suficiente para o pequeno parque industrial venezuelano. É absolutamente inadmissível que um país petrolífero, como era, uma potência na produção de combustíveis, esteja nesta situação”, afirma Celis. "Nunca foi assim antes, o diesel era algo supérfluo neste país." 

A escassez de combustível também aumentou o alarme de grupos de direitos humanos e ONGs na Venezuela, temerosos de que o transporte de alimentos e medicamentos desmorone e se aprofunde a grave crise humanitária a que se soma a pandemia. Algumas dessas organizações pressionam o governo Joe Biden em Washington a desistir das sanções e permitir a chegada de combustível à Venezuela. (continua na coluna PERISCÓPIO)

 

sexta-feira, 12 de março de 2021

META O PAU QUE “NÓIS” GARANTE

Na acirrada campanha de 1950, entre Juracy Magalhães e Régis Pacheco, aconteceu o seguinte episódio na cidade de Ribeira do Pombal. Juracy fazia um comício e como sempre costumava fazer, no final dos seus discursos, concluía com uma frase em inglês. Um matuto perguntou ao deputado José Guimarães, que estava ao seu lado.

 - O que é que ele está dizendo?

Está xingando a mãe de Régis Pacheco. O matuto grita lá de trás:

 - Pode xingar em brasileiro mesmo coronel. Nóis garante!     

          Juracy Magalhães - arquivo