quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

O IMORTAL JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA

 Quinto ocupante da Cadeira 38, eleito em 27 de outubro de 1966, na sucessão de Maurício de Medeiros e recebido pelo Acadêmico Alceu Amoroso Lima em 28 de junho de 1967. Recebeu o Acadêmico João Cabral de Melo Neto. 

José Américo de Almeida nasceu em Areia, Paraíba, a 10 de janeiro de 1887. Era filho de Inácio Augusto de Almeida e de Josefa Leopoldina Leal de Almeida. Faleceu na cidade de João Pessoa  a 10 de março de 1980.

Órfão de pai aos 9 anos, o menino foi entregue aos cuidados do tio Padre Odilon Benvindo. José Américo fez seus estudos no Seminário da capital do Estado e no Liceu Paraíbano. Em 1903 ingressou na Faculdade de Direito do Recife e após a formatura foi nomeado para o cargo de promotor público na comarca de Sousa. Em 1911 passou a ocupar as elevadas funções de Procurador Geral do Estado.

A publicação do romance "A bagaceira", em 1928, projetou-lhe o nome em todo o país, com o destaque dado à literatura regionalista que, ainda no século XIX, se concentrara, sobretudo, nas obras de Franklin Távora e de Domingos Olímpio

Em 1922 publicara José Américo as "Reflexões de uma cabra" a que se seguiu "A Paraíba e seus problemas"(1923) obra de grande conteúdo social.

Secretário do Interior e Justiça durante o governo de João Pessoa na Paraíba, teve de enfrentar os conflitos políticos na região de Princesa.

Com a vitória da Revolução de 1930 assumiu, de 1930 a 1934, o Ministério da Viação e Obras Públicas. Um desastre aéreo na cidade de Salvador, em 1932, deixou-o seriamente ferido.

Em 1934 Getúlio Vargas o nomeou para o cargo de Embaixador do Brasil junto à Santa Sé, que não chegou a exercer. Eleito Senador em 1935,foi depois, designado Ministro do Tribunal de Contas da União.

Depois do êxito de "A bagaceira" publicou, ainda, os romances "O boqueirão" (1935)  e "Coiteiros.

Em 1937 foi apresentado como candidato dos partidos governistas à presidência da República, mas o golpe de Estado de 10 de novembro desse ano suprimiu a campanha eleitoral. O Congresso Nacional foi dissolvido e implantado, no país, o Estado Novo.

Em fevereiro de 1945, com uma entrevista ao matutino carioca "Correio da Manhã" José Américo contribuiu decisivamente para pôr fim à ditadura implantada por Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937.

Nas eleições de 2 de dezembro de 1945 José Américo foi eleito Senador pelo seu Estado natal. Voltando a ocupar a pasta ministerial da Viação e Obras Públicas em 1951, cargo em que se conservou até o suicídio do Presidente Vargas em de 24 de agosto de 1954.

Entregou-se José Américo à tarefa de escrever as suas memórias e, em 1966, ingressou na Academia Brasileira de Letras, ocupando a vaga deixada pelo trágico falecimento do professor Maurício de Medeiros.

A União Brasileira de Escritores presta-lhe significativa homenagem - em 1977 - como "O Intelectual do Ano".

No ano anterior publicara o homenageado mais um livro de memórias, intitulado "Antes que me esqueça"*. Fonte Academia Brasileira de Letras.

(*) a frase ilustra  o subtítulo do nosso blog.

 


    










Pensamentos de José Américo:

A Verdade

“Há muitas formas de dizer a verdade... Talvez a mais persuasiva seja a que tem a aparência de mentira”. 

Felicidade coletiva

“Para alcançar o ideal de felicidade coletiva basta tornar o Brasil mais produtivo. Criar a prosperidade que não se tira da boca dos pobres, mas do trabalho racional”.

Paixão

“Se escapar alguma exaltação sentimental, é a tragédia da própria realidade. A paixão só é romântica quando é falsa”.

Língua

“A língua nacional tem rr e ss finais... Deve ser utilizada sem os plebeísmos que lhe afeiam a formação. Brasileirismo não é corruptela nem solecismo. A plebe fala errado; mas escrever é disciplinar e construir”.

Povo

“Já conquistei a convenção solene dos partidos. Só me faltava esta, ao ar livre, sem luxo, sem fogos de artifício, sem artifício nenhum. O povo que não vai às festas e vem aqui de roupa de trabalho não quer outro cenário. Fica satisfeito, debaixo do céu, revendo os quadros eternos e sempre novos da terra miraculosa e a cidade inquieta que sobe e desce, nos seus contrastes humanos. Tudo natural, tudo de graça, tudo dado por Deus para os que não podem ter fantasmagorias suntuosas”.


MUITA TOSSE

Secretário do Interior, no governo de João Pessoa, o areiense José Américo incumbiu o major Benício de recrutar homens valentes no interior do Estado, para reforçar a polícia. Estava se preparando para a Revolução que viria naquele mesmo ano de 1930.  O major, homem valente (anos antes, nos sertões, enfrentou o bandos de cangaceiros em várias escaramuças. Era respeitado pela coragem e destemor). “prefiro brigar com o cão, do que com aquela peste” – disse certa vez Lampião.

Ao retornar da missão disse a José Américo, da dificuldade que estava tendo para recrutar cabra valente impressionado com o alto índice de tuberculose que encontrou pelo interior.

   - Os homens são valentes, dispostos, mas há muita tuberculose. A maioria não serve. Não serve nem pra tocaia e emboscadas, dr. José Américo.

   - Por que?

   - Por causa da tosse.


OS TELÚRICOS PARAIBANOS

Alcides Carneiro, era orador  brilhante e reconhecido no Brasil inteiro. Algumas frases suas entraram para as lendas da retórica nacional.:

- “ Falo em Recife, cujas pedras são travesseiros de mártires e heróis”.. Ou inaugurando um hospital um hospital no interior

– “ Esta é uma casa que por infelicidade se procura e por felicidade se encontra”.

Estava fazendo um comício com José Américo e começa a chover.

- “Eu pensava que estava falando sob os aplausos dos homens. Mas vejo que falo também sob as bênçãos de Deus”.

No encerramento, foi a vez de José Américo falar. A chuva tinha parado e uma lua branca pairava no céu. José Américo não resistiu:

 - “ Há os que falam sob os aplausos dos homens e as bênçãos de Deus. Eu falo iluminado pelo castiçal dos pobres, a doce lua, luz do amor”.

 

Num comício em Cajazeiras, no alto sertão, limite fronteiriço com o Ceará. Começou o discurso quando alguém gritou lá de baixo:

 - Fale mais alto dr. José Américo (naquela época não existia alto falante nos comícios).

 - “Não posso. Não quero que os cearenses me ouçam pedindo voto aos paraibanos.


ENQUADRANDO OS MAIAS

Foi eleito governador, ocasião em que o deputado João Agripino Maia lhe fazia cerrada oposição na Câmara Federal. Mandou chamar o tenente Lira (que depois seria eleito deputado estadual):

- Tenente tenho uma missão especial e acabo de nomeá-lo comandante de uma volante. Sua missão é enquadrar com o rigor da lei os Maias de Catolé do Rocha. Sabe o que é enquadrar na lei?

- Sei sim, governador.

- Sabe não. Enquadrar na lei é exigir carteira de identidade de todos os Maias que entrarem na cidade. Quem não tiver vai preso. Enquadrar na lei é desarmar todos os Maias, até de “quicé” (faquinha de cortar fumo para fazer cigarro de palha). Enquadrar na lei é destelhar as casas dos Maias para descobrir criminosos homiziados lá dentro.

Enquadrar na lei é exigir que todos os feirantes ligados aos Maias paguem impostos no Estado e na Prefeitura. Tenente, agora já sabe o que é enquadrar na lei?

- Sei sim, governador.

- Vá tenente e cumpra a sua missão legal.

Resumo: ( uma semana depois, João Agripino fazia as pazes com José Américo).

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

COVID-19: - “DEUS INFORMOU-ME QUE SÓ VAI DEIXAR ENTRAR NOS CÉUS QUEM TOMAR AS DUAS DOSES DA VACINA” - PAPA FRANCISCO

 Compadre Roldão me pergunta pelo “zap”

“ É verdade que o Papa anunciou que é preciso tomar a vacina contra a Covid-19 para entrar no céu? 

Devolvi, brincando:

  - “Prá mim tanto faz ir o céu ou pro inferno! Depois que Fernando, o “beira-mar”, se converteu em pastor evangélico no presídio em Mossoró,  afirmar que está salvo e já garantiu cadeira cativa no Paraíso, acho que a melhor opção é ir pro outro lado”.

Mas, quanto à afirmação do Papa argentino (aquele que segundo os “hermanos”, gostava de almoçar com a turma da guerrilha e à noite jantava com o general Videla, na Casa Rosada), não deve ser levada a sério. Mentira pura!

Mesmo porque Deus só deixa entrar no céu quem se santificar, orar e abandonar o pecado, as mentiras e tudo mais...”

Por aí, compadre, já se vê que são poucos os eleitos.

 Essa notícia, ou melhor, “fake news”  correu o mundo dia 30 de novembro último, publicado num artigo  do site satírico, “The Babylon Beee”.

 “ Papa Francisco diz que vacina da Covid-19 vai ser necessária para entrar no céu”. Aliás, a notícia partilhada na publicação em análise – e que é utilizada com o objetivo de provar a veracidade da acusação – é uma tradução da página onde está o texto original.

De acordo com esta história, Francisco anunciou que “Deus o informou de um novo requisito para entrar no céu”.

O que disse o Papa:

No dia 19 de setembro último  numa audiência com os membros da fundação italiana Banco Farmacêutico, Francisco apenas alertou para a urgência de se encontrar uma vacina que combatesse as pandemia de Covid-19 e defendeu a necessidade da mesma ser acessível a todas as populações; “Repito – disse ele na ocasião – “que seria triste se, ao fornecer a vacina, se desse prioridade aos mais ricos, ou se esta vacina se tornasse propriedade desta ou daquela nação, e se não fosse para todos. Deverá ser universal para todos”. Foi o que declarou o chefe da Igreja Católica, citado pelo portal de notícias da Santa Sé, “Vaticano News”.


PARA NÃO SAIR DO TEMA COVID E SUAS VARIANTES  FIQUE SABENDO QUE:

A criação da Organização Mundial de Saúde – OMS, tem muito a ver com um brasileiro. Seu nome Geraldo de Paula Souza, farmacêutico e médico sanitarista de renome mundial. Outro colega seu, o diplomata chinês Szeming Sze, foram os primeiros a defender a criação de um organismo internacional uma agência mundial que tratasse exclusivamente da questão da saúde no mundo. Isso ocorreu logo após a II Guerra Mundial, enquanto os diplomatas discutiam a criação da ONU em São Francisco na Califórnia.

A ideia prosperou e em 1948, foi constituída a OMS no dia 7 de abril daquele ano e na mesma data oficializado como o DIA MUNDIAL DA SAÚDE.

 


 









Geraldo de Paula Souza (o primeiro sentado da esquerda para a direita) na assinatura da constituição da Organização Mundial da Saúde, no Hotel Henry Hudson em Nova York (EUA), no dia 22 de julho de 1946 - Fonte: Centro de Memória da Faculdade de Saúde Pública - USP/Divulgação

Prevenir em vez de tratar

Uma das primeiras realizações de Paula Souza foi a criação de um centro de saúde. “A proposta era ter um espaço para atuar no acompanhamento e na prevenção de doenças na comunidade, e não apenas um local para visitar quando já se está com algum sintoma”, explica a  historiadora Mariana Dolci, doutora em ciências da USP. Em sua tese, ela pesquisou o trabalho e a obra de Geraldo de Paula Souza e contou histórias fascinantes que merecem ser conhecidas de todos os brasileiros. Os Centros de Saúde depois se espalharam por todo o território brasileiro. O píoneiro Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza, segue funcionando atualmente, mais de nove décadas, desde a sua criação.

Outro ponto da biografia do médico que merece destaque foi o projeto de adicionar cloro na água que chega às nossas casas. A melhora na rede de abastecimento à época permitiu reduzir incidência de doenças infecciosas, como a febre tifóide, na cidade de São Paulo.

“Paula Souza também foi pioneiro no que chamamos de educação sanitária: ensinar nas escolas as técnicas básicas de higiene, como a lavagem das mãos. E o hábito de tomar banho. As crianças ao chegar em casa, levavam as informações para suas casas e todos aprendiam. 

A Organização Mundial de Saúde – OMS teve um diretor brasileiro, o dr. Marcolino Gomes Candau, de 1953 até o ano de 1973 – 20 anos à frente da Organização Mundial da Saúde. Foi ele que construiu a sede do órgão em Genebra, na Suiça e foi o responsável pelo programa mundial de combate a varíola e as atualizações nas regras sanitárias internacionais, assinada pelos países membros.


Lupe Hernandez a inventora do álcool em gel

O blog “Túnel do tempo” do jornalista André Biernath, publicou com exclusividade, que o nome da enfermeira americana de origem latina, Lupe Hernandez, considerada a criadora do álcool em gel. Ela será homenageada pela Turma da Mônica (Fundação Maurício de Souza) no Projeto “Donas da Rua”, que ressalta a vida e o trabalho de importantes personagens femininas da História.






















Pouco se sabe sobre a vida da inventora desse produto que se espalhou pelo mundo e nesses tempos de pandemia é um grande aliado e produto indispensável. Sabe-se que ela era estudante universitária na cidade de Bakersfield, na Califórnia. Teve a ideia revolucionária de criar esse produto no intuito garantir a higienização das mãos dos profissionais de saúde na falta de água e sabão.    


sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

BIDEN E KAMALA ESCOLHIDOS AS PERSONALIDES DO ANO PELA TIME

 

       Foto: Reprodução / Twitter /Time

Na capa da revista, Biden e Harris aparecem com a manchete:

"Mudando a história dos Estados Unidos". "Juntos, eles ofereceram restauração e renovação em uma única chapa. E os Estados Unidos compraram o que estavam vendendo", afirma a publicação.

 

O presidente eleito dos de Estados Unidos, Joe Biden, e sua vice-presidente Kamala Harris foram designados "Personalidades do Ano" pela revista "Time". O democrata de 78 anos, que tomará posse como 46º presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro, e Harris, de 56 anos e primeira mulher eleita como vice-presidente, foram selecionados entre outros três finalistas: o presidente Donald Trump, o movimento contra as desigualdades raciais, além do doutor Anthony Fauci e os profissionais da saúde mais expostos a covid-19.


É acontecimento tradicional nos meios jornalísticos no mundo inteiro que, com a chegada de dezembro, sejam feitas retrospectivas, matérias ou programas que lembram os fatos importantes transcorridos durante o ano. Um dos veículos que começou essa tradição foi a revista Time

Há 93 anos , exatamente em 1927 a revista passou a publicar uma edição que dá destaque a quem os editores consideram ter sido a pessoa mais importante no ano que transcorreu. Mas essa tradição começou com um verdadeiro embaraço. Em maio daquele ano, o aviador Charles Lindbergh cruzou o Atlântico no primeiro voo sem escalas entre Nova York e Paris.

Com o feito, Lindbergh se tornou uma celebridade, mas a Time deixou de fazer uma matéria de capa sobre ele, perdendo espaço para os concorrentes. Para remediar, no fim do ano, os editores decidiram fazer uma matéria principal chamando Lindbergh de “O Homem do Ano”.

O termo “Pessoa do Ano” passou a ser adotado apenas em 1999. Até então, usava-se “Homem” ou “Mulher do Ano”, conforme o sexo do escolhido. Mas nem sempre o título foi dado para indivíduos. Pares de pessoas, como casais e oponentes políticos, grupos (como soldados, cientistas, pacificadores e outros) e até mesmo o computador (“Máquina do Ano”, em 1982) e a “Terra Ameaçada (“Planeta do Ano”, em 1988) já foram selecionados para a edição especial.

A designação como Pessoa do Ano é geralmente considerada uma honra, devido à escolhas anteriores de indivíduos admiráveis.

No entanto, a Time também já selecionou várias figuras controversas pelo impacto que causaram no mundo, como Adolf Hitler (1938), sugerindo inclusive, sua indicação para o Prêmio Nobel da Paz. (no ano seguinte  Hitler invadiu a Polônia começando a Segundo Guerra Mundial). Joseph Stalin (1939 e 1942) e o Aiatolá Khomeini (1979). CONTINUA EM PERISCÓPIO.



quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

O MUNDO DE ZINCO DE ANTONIO NÁSSARA

 Ele foi sem sombra de dúvida um grande nome nas artes do Brasil. Compositor de grande talento desenhista e caricaturista dos mais renomados em toda a história da república brasileira. Ele criou-se em Vila Isabel no Rio de Janeiro, foi companheiro de farras e de da boemia carioca, foi parceiro de Noel Rosa, Wilson Batista, Lamartine Babo, Roberto Martins, entre outros bambas daqueles tempos. Fez jingles (aliás foi o autor do primeiro jingle no Brasil e fez parte do elenco do Programa do Casé). Antonio Gabriel Nássara, ou, simplesmente Nássara, nasceu no Rio de Janeiro no dia 11 de novembro de 1910. Faleceu aos 86 anos, no dia 11 de dezembro de 1996, também no Rio.

Com mais de 60 anos, desiludido com a comercialização do carnaval carioca passou a se dedicar a ilustrar capas de LPS e depois foi  “redescoberto” na década de 70 onde foi trabalhar no Pasquim, - periódico carioca que fazia oposição ao regime militar, e fechado pela repressão tempos depois. Essa pode ser considerada a fase mais importante de Nássara como caricaturista a sua passagem  pelo Pasquim que reunia um time de primeira linha como Ziraldo, Millôr Fernandes, e Jaguar. Esse último Jaguar, se orgulhava de ter redescoberto Nássara. Eles comentam sobre o reencontro com Nássara da qual também participou a pesquisadora escritora e produtora Daniela Shindler.  

 Jaguar se tornou um grande amigo de Nássara pelas histórias do passado que ouvia do período glorioso da música  brasileira.”

 Ziraldo: a convivência com aquele senhor de 64 anos na redação do jornal que diariamente irradiava o seu talento....”

Ouçam trecho desses depoimentos e em seguida uma das criações de Antonio Nássara, uma grande contribuição na arte brasileira, difícil de ser comparada na opinião de muitos pesquisadores.O convívio com a turma do Pasquim, dentre os quais Cássio Loredano (este escreveu posteriormente um livro “Nássara-Desenhista” pela Funarte, em 1985). Loredano também foi quem fez sua indicação para ilustrar um livro infantil, um trabalho diferente do que costumava fazer. Nássara iria ilustrar o livro “Moça Perfumosa – Rapaz Pimpão” de autoria de Daniela Shindler que acabou sendo o último trabalho dele. A autora comentou como foi esse projeto ao lado do caricaturista:

E está aí, uma prova do grande talento de Nássara, o samba emblemático, Mundo de Zinco feita em parceria com Wilson Batista, na vozes de Paulinho de Viola, Chico Buarque e Caetano Veloso


Continua na Página Memória Musical, mais informações sobre Nássara e alguns dos seus memoráveis traços.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

OS 110 ANOS DE NOEL ROSA

 Noel Medeiros Rosa nasceu no RJ em 11 de dezembro de 1910 e morreu no mesmo RJ em 04.05.1937, aos 26 anos vítima de tuberculose. – filho de Manoel Medeiros Rosa gerente de uma camisaria e da  profa. Marta de Azevedo. Sofreu durante toda a sua curta existência as consequências de um parto difícil. O fórceps provocou fratura e afundamento do maxilar, além de ligeira paralisia no lado direito do rosto deixando-o desfigurado, apesar das operações feitas aos 6 e aos 12 anos de idade. Quando era pequeno seu pai foi trabalhar em Araçatuda, interior de SP como agrimensor. A mãe abriu uma escola em Vila Isabel sustentando assim os dois filhos Noel e Henrique. Noel foi alfabetizado pela mãe e aos 13 anos foi para um colégio próximo de sua casa, depois cursou o renomado Colégio São Bento. Era apelidado pelos colegas como “queixinho” e já aos 13 anos, Noel começou a tocar bandolim de ouvido e logo depois violão que aprendeu com seu pai e com amigos da família, como seu primo Adílio, Romualdo Miranda, Vicente “sabonete” e “Cobrinha”. Aos 15 anos Noel já dominava o instrumento tocando em serenatas do bairro.

Noel entrou para a Faculdade de Medicina, mas frequentou apenas dois anos. Dedicando-se daí pra frente ao samba. Era figura presente no “Ponto dos 100 Réis” que ficava em Vila Isabel e local de encontro dos sambistas dos morros carioca. Toda a obra de Noel  tem observação critica e humorística da vida carioca, do cotidiano das pessoas comuns.

Em 1929, aos 19 anos, fazia parte do conjunto Bando do Tangarás formado pelo grande compositor cantor e depois um dos mais importantes radialistas do Brasil, Almirante.. Naquela época resolveu formar esse conjunto voltado para a música nordestina em contraponto a influencia da musica americana, as famosas orquestras de jazz que faziam muito sucesso no Brasil. Então o Bando dos Tangarás formado por Almirante, Noel, Alvinho, João de Barro e Henrique Brito, começou a gravar todas, martelos, cocos, toadas, e Noel para ficar dentro do padrão estabelecido pelo Almirante resolveu fazer algumas músicas. A primeira,  Festa no Céu que é uma toada e foi a primeira música gravada por Noel Rosa, ele ainda vacilante, ainda “verde” como se diz, mas depois dessa primeira gravação ele deslanchou totalmente. Em seguida Minha Viola que é uma embolada naquele formato típico de improviso.

Olivia Byington, cantora, compositora, escritora,  acompanhada da Velha Guarda da Portela, homenageou o poeta da Vila e filósofo do Samba, Noel Rosa,  pelo centenário do seu nascimento que ocorreu em 11 de dezembro de 2010.  Naquele ano,  com o CD intitulado “A Dama do Encantado” como era chamada Aracy de Almeida, a grande interprete do poeta, ao lado de Marília Batista.  O disco não deixa de ser, também, um tributo às duas cantoras preferidas de Noel - Aracy de Almeida e Marilia Batista  - isso fica claro nas 20 faixas do CD lançado pela gravadora Biscoito Fino em 2004. Vamos reviver: COM QUE ROUPA - ORVALHO VEM CAINDO.


Tem mais na página Memória Musical


terça-feira, 8 de dezembro de 2020

TANCREDO NEVES E O BARBEIRO ASSASSINO

 

Quando era promotor em São João Del Rey,Tancredo Neves pediu 22 anos de condenação para um tal Jesus, que havia matado uma mulher que, por trágica coincidência se chamava Madalena. O júri aplicou 18 anos. Jesus foi cumprir sua pena, posteriormente reduzida. Nove anos depois, agora advogado, Tancredo estava na pequena Andrelândia. Procura uma barbearia, senta-se. Estava  cansado e fecha os olhos e relaxa.

O barbeiro passa a espuma pega a navalha, afia a lâmina para iniciar o serviço.. Puxa conversa com Tancredo.

   - O senhor é o Dr. Tancredo né?

Desconfiado – como bom mineiro – Tancredo abre os olhos e reconhece Jesus, o assassino de São João Del Rey. Um frio na espinha. Espia por todo o ambiente, ninguém por perto, só os dois. Não passava ninguém, não chegava ninguém.

Tancredo só conseguiu dizer – Sou sim...

A navalha ia abrindo caminho na espuma, misturada com o suor do cliente, enquanto a mão pesada de Jesus subia e descia no rosto e deslizando suavemente na garganta. Ambos calados. Tancredo apelando para os sentimentos cristãos de Jesus, o da terra, já concluindo o serviço.

   - Pois é Dr. Tancredo a vida é assim.

   - Pois é Jesus, é a vida.

   - Pois é mesmo Dr. Tancredo. Cumpri nove anos dos 18, e aqui estou eu e o senhor. O senhor com sua barba feita e eu com minha navalha. Eu só queria dizer uma coisa ao senhor: uma coisa só, que coisa bonita é um júri, hein? Que coisa bonita, que discursos bonitos, fizeram o senhor e o outro doutor, encantaram todo o júri, todo mundo. Não esqueço aquele dia.

 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

AS ONZE ILHAS DA NAÇÃO

Já se comentou e já se disse que temos onze constituições Federais, uma vez que cada membro do STF - Supremo Tribunal Federal a intepreta ao seu modo pensar, quando é convocado para decidir e opinar sobre os mais variados temas. Nas últimas horas, mais uma vez, nós os pobres mortais insignificantes deste país, assistimos a outro espetáculo desse nível. Somos mais uma vez submetidos a esse tipo de sobressalto.

A questão central; a recondução dos presidentes da Câmara e do Senado. Afirmou, em certo trecho um dos ministro justificando o seu voto: “ para salvaguardar os interesses maiores da nação” e  mais adiante: -“a Constituição guarda ainda, muitos resquícios da ditadura” ...como?

Assistimos nessas sessões do Supremo, a uma disputa de bancada, uns de um lado outros do outro lado, disputando holofotes da TV, num ativismo judicial e político como nunca se imaginou. Alguém já viu um ministro convencer o outro a mudar de ideia, alterar o seu voto? após convencer-se  que o outro colega é que está certo? Afinal, não se trata de um colegiado discutindo questões sob o ponto de vista constitucional?  

Os Tribunais Superiores têm a função de pacificar a jurisprudência, ser um farol, mostrar como deve se comportar e agir toda a sociedade, sob o ponto de vista das teses jurídicas. Não é um colegiado que deveria, por princípio, se harmonizar? não é o que se ver, são 11 ilhas bem sectárias. Cada um convencido da sua tese, ouve o colega, sua argumentação, mas não para aprender, para se auto-avaliar, colher dos argumentos do outro, os elementos necessários para avaliar o seu voto, a sua posição. É aquela velha cantilena: “ele está certo, mas não vou mudar o meu voto, seria reconhecer minha incapacidade, afinal, no final eu vou ter que rebater de qualquer maneira...”

Aprendi, convivendo com o Dr. José Aranha, assessor jurídico na Prefeitura de Caicó, uma lição: as leis quando são claras na sua literalidade, não se pode alterá-las, pois não dão margem para interpretações diversas.

É o caso do artigo 57 da CF quando se trata da questão da reeleição das mesas da Câmara e do Senado, o texto diz: “ O Congresso Nacional reunir-se-á  anualmente na capital federal de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 01 de agosto a 22 de dezembro”. Aí diz o parágrafo IV:

 – “ cada uma das Casas, reunir-se-á em sessões preparatórias a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas mesas, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”.

O texto é claro, é expresso, é literal. Não abre precedentes para dúvidas. Fora disso é costurar e remendar ao mesmo tempo.

     foto de arquivo

domingo, 6 de dezembro de 2020

LEMBRANDO UM GRANDE TALENTO

 EMILIO SANTIAGO



Um vozeirão, um cantor por excelência, de voz calma e marcante, um senhor cantor. Emílio Santiago, 66 anos, cantor brasileiro, faleceu  aos 66 anos no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, dia 20 de março de 2013. A mesma cidade onde nasceu, no dia 6 de dezembro de 1946. Estava internado após ter sofrido um AVC. A música brasileira continua sentindo a sua falta. Em sua homenagem e memória, pois talvez o mundo não o tenha conhecido tão bem como merecia, foram muitas as suas canções e interpretações.  

Frequentando a faculdade de Faculdade Nacional de Direito na década de 1970, onde formou-se por insistência dos pais, começou a cantar em festivais universitários nesta mesma década e participou de um programa, chegando aos finais num programa de Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi e trabalhou como crooner da orquestra de Ed Lincoln, além de muitas apresentações em boates e casas de espetáculos noturnas. Em 1973 lançou o primeiro compacto pela Polydor, com as canções “Transa de amor” e “Saravá Nega”, que ocasionou maiores participações em rádios e programas televisivos. Vamos ouvi-lo num dos seus melhores momentos.  

Esta versão do All I Ask of You do Fantasma de Ópera (Phantom of Opera).Tudo Que se Quer – que Emílio Santiago canta com Verônica Sabino, é lindíssima e emociona. Vamos reviver.

  

sábado, 5 de dezembro de 2020

JOVITA ALVES FEITOSA, A HEROÍNA DE BRILHO FUGAZ

 No último dia 11 de novembro de 2020,  o jornalista, historiador, memorialista alagoano, Edberto Ticianeli publicou em sua página na Internet  “Contexto Alagoas”  www.historiadealagoas.com.br a biografia da cearense, Jovita Alves Feitosa, a heroína de brilho fugaz, que empresta seu nome a uma das avenidas centrais de Fortaleza, com muita justiça. Com autorização do autor, vamos reproduzir  a matéria. É História pura, não é folclore, este vai mudando na boca do povo como o vento leva as nuvens mudam de lugar e feição.

   - "A menina Antônia Alves Feitosa, apelidada de Jovita, nasceu em 8 de março de 1848 em Tauá, então um povoado nos Sertões dos Inhamuns no Ceará conhecido como Brejo Seco.

Perdeu a mãe, Maria Rodrigues de Oliveira, muito cedo — vítima do Cólera.

No início de 1865, deixou a companhia do irmão, das duas irmãs menores e do pai Simeão Bispo de Oliveira, idoso, cego vivendo de esmolas, e foi morar com um tio, o mestre de música Rogério, em Jaicós, no Piauí, distante apenas 200 quilômetros.

Jovita Alves Feitosa nasceu no Ceará em 8 de março de 1848

Sua chegada em Jaicós coincidiu com o início a Guerra do Paraguai, que provocou na região intensa batalha entre as lideranças políticas que atuavam para mobilizar efetivos para aumentar os combates e os proprietários de terras que temiam a diminuição da mão de obra. Continua na página PERISCÓPIO.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

CONSOLO DE ADVOGADO

O mineiro de Bocaiúva, José Maria Alkmin, que foi ministro, vice-presidente da República, deputado federal, exerceu  também a advocacia. Defendeu um réu. Um crime bárbaro de repercussão em todo o Estado. Resultado: oito anos. Recorreu e em novo júri, 30 anos a pena. O réu ficou desesperado.

   - Doutor Alkmin. Eu pedi para não recorrer, a culpa foi do senhor. Agora vou passar 30 anos na cadeia.

   - Calma meu filho, não é bem assim. Nada é como a gente pensa da primeira vez. Primeiro não são 30 anos, são l5 anos, se você se comportar bem cumpre só 15. Depois, esses 15 são feitos de noites e dias. Quando a gente está dormindo tanto faz está preso como solto. Então, são sete e meio, e mesmo assim, você não vai cumprir todos eles de uma vez, vai ser dia a dia, dia a dia, entendeu? Suavemente...


Frases que ficaram

 “Candidato não faz união. Candidato disputa. Quem faz união é governo depois de empossado”. - Juscelino.

   - “ Sem os atributos da paciência e da tolerância. Nenhum político sobrevive” – Cid Sampaio (ex-governador e ex-prefeito do Recife)

 

- “ Tem direito de criticar o que tem coragem de ajudar” – Abraham Lincoln;

- “Os políticos brasileiros dizem que trabalham de forma transparente. Por isso ninguém vê o trabalho deles”. (?)

 

- “A maioria dos brasileiros têm medo do futuro. A maioria dos políticos tem medo do passado”. Chico Anysio.

- “Política é como nuvem. Você olha, está de um jeito. Torna a olhar, já está de outro jeito”- Magalhães Pinto.

 

- “Políticos e as fraldas devem ser trocados de tempos em tempos, pelo mesmo motivo” - Eça de Queirós;

- “ O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta.” -  Maquiavel;

 

- “ Como nenhum político acredita no que diz, fica sempre surpreso ao ver que os outros acreditam nele”. - Charles de Gaulle.

- “ Nada é permanente nesse mundo cruel. Nem os bons, nem os maus governantes, nem mesmo os nossos problemas. – Charles Chaplin.

 


quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

OUTRA DE JUSCELINO PARA VARIAR

 O ex-presidente Juscelino Kubitschek, protagonizou centenas de histórias. Já contamos algumas no nosso blog, na página do Folclore Político e Social. Essa aconteceu em Lisboa. O ditador Salazar ofereceu um banquete na capital portuguesa. Ao lado de Juscelino sentou-se  um velhinho já muito mastigado pelos anos e puxou assunto com Juscelino sobre literatura. O mineiro lembrou-se de sua Diamantina:

   - Um dos livros da minha infância foi a Ceia dos Cardeais, de Júlio Dantas. Ainda pretendo prestar-lhe uma homenagem no Brasil, com um busto, ao grande português que foi Júlio Dantas.

   - Que foi não senhor presidente. A Divina Providência ainda não foi servida de me convocar ao seu reino

Era o próprio. Morreu em 25 de maio de 1962, aos 96 anos.

 

PROJETO NO SENADO DEFINE O QUE JÁ ESTÁ DEFINIDO:

 

Quem deve ser vacinado primeiro

Projeto oportunista e inútil segue agora para tomar o tempo dos deputados federais.

O Senado aprovou hoje (3) um projeto de lei tão óbvio quanto oportunista que  que define o que já está definido: as pessoas que devem ser priorizadas na vacinação contra a covid-19.

Pelo projeto, os grupos mais vulneráveis ao vírus devem ser priorizados na vacinação contra a doença, de acordo com parâmetros científicos estabelecidos. O projeto segue para a Câmara.

A vacina será oferecida de maneira gratuita à população, segundo o projeto, mas essa é outra obviedade: vacinações pelo SUS sempre foram gratuitas.

O Ministério da Saúde já definiu essas prioridades em um plano preliminar divulgado no início da semana, que incluem pessoas idosas e portadoras de comorbidades como: pressão alta, doenças cardíacas e pulmonares.

O relator do projeto, Nelsinho Trad (PSD-MS), ao menos reconheceu que já existe uma lei que confere ao Ministério da Saúde a responsabilidade sobre a vacinação. por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O PNI deve definir as vacinações, inclusive aquelas de caráter obrigatório.

O autor do projeto, Alessandro Vieira, disse que o projeto não obriga a população a se vacinar. “O projeto não torna a vacina obrigatória para nenhum cidadão. Torna, apenas, garantida sua disponibilidade para aqueles que desejarem, dentro dos critérios técnicos e aprovados”.

(transcrito do “Diário do Poder” neste 3/12/20).

FENÔMENO RARO NO CÉU - DIA 21 DE DEZEMBRO

Um fenômeno astronômico bastante raro, está confirmado para ocorrer no próximo dia 21 de dezembro. Será o alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno, essa aproximação entre os dois poderá ser observada logo após o pôr do Sol. A dupla planetária aparecerá logo após o entardecer, por cerca de uma hora. A última vez que isso ocorreu foi na Idade Média, no dia 4 de março de 1226. Depois deste ano, o fenômeno só voltará a ocorrer 4 de março de 2080, depois disso só após o ano de 2400.

Esse é um alinhamento bastante raro segundo os astrônomos do Observatório da Rice University. A proximidade já está ocorrendo e entre os dias 16 a 25 de dezembro  a percepção será de que eles estarão separados por menos do que um diâmetro da lua cheia. “ Na noite de maior aproximação, em 21 de dezembro, eles se parecerão como um planeta duplo, separados por apenas um quinto do diâmetro da lua cheia”. Diz o astrônomo Patrick Hartigan, da Rice University.

Embora as melhores as melhores condições de visualização estejam próximas ao Equador, o fenômeno poderá ser visto em qualquer lugar da Terra, se o clima permitir.



quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

GADO E GENTE

 Pedra Azul, no nordeste de Minas Gerais, realiza todos os anos sua tradicional  festa e Exposição de Gado, reunindo criadores de todo o Brasil. “Gente e boi de toda parte” – conta o jornalista baiano Sebastião Nery, o famoso baiano das 1.950 histórias do Folclore Político, em cinco volumes:

  “ – Vai gente e boi, inclusive autoridades. Tribuna de Mucuri, jornal de Teófilo Otoni, noticiou assim, em grandes letras, a festa anual de Pedra Azul: “Exposição de Pedra Azul começa hoje com mais de 2 mil animais inscritos: Reis Veloso, Paulinelli, Francelino, entre os esperados”.

( o jornal de referia ao ministro Reis Veloso do Planejamento, Alysson Palinelli, da Agricultura e ao governador  Francelino Pereira).

Caso parecido com uma notícia veiculada por uma emissora de Caicó, há alguns anos.  - “ Festa de Timbaúba dos Batista, no próximo dia 7 de setembro, dia da Independência, terá mais uma tradicional Corrida de Jumentos. O número de competidores será maior que do ano passado, garantem os organizadores. Vários políticos da região já confirmaram presença.” (?)